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Na conversa com Lula por telefone, Donald Trump designou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para prosseguir com as negociações sobre um possível fim do tarifaço e das sanções contra autoridades brasileiras.
A designação foi comemorada por lideranças bolsonaristas em razão do perfil mais ideológico de Rubio. O secretário é um dos principais interlocutores do governo dos Estados Unidos com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL).
Atual chefe da assessoria especial de Lula no Palácio do Planalto, o ex-chanceler Celso Amorim, porém, não viu a escolha de Rubio como uma sinalização ruim. “Não creio. O que importa é a instrução que receber”, disse à coluna.
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Celso Amorim
Vinicius Schmidt/Metrópoles
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Secretário Marco Rubio vai conduzir negociações dos EUA com o Brasil
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Hugo Barreto/Metrópoles
@hugobarretophoto
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Marco Rubio
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Agência Brasil
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Trump e Marco Rubio
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A avaliação de Amorim é semelhante a de diplomatas do Itamaraty. Nos bastidores, interlocutores de Mauro Vieira lembram que Rubio mantém uma “relação correta” com o atual chanceler brasileiro.
Os dois, segundo fontes do Itamaraty, mantêm essa relação desde que Vieira foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos — o ministro brasileiro comandou a embaixada em Washington de 2010 a 2015.
Auxiliares de Vieira lembram que Rubio, cujo cargo nos Estados Unidos equivale ao de chanceler, recebeu o ministro brasileiro em julho de 2025 de forma cordial para tratar sobre as sanções e o tarifaço.
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Rubio é esperança de bolsonaristas
Como mostrou a coluna, a designação de Rubio para negociar com o Brasil é uma das “esperanças” de lideranças bolsonaristas para um possível fiasco na aproximação de Lula com Trump.
“Não complica o Brasil, nos ajuda! O secretário Rubio conhece bem a América Latina. Sabe muito bem como funciona os regimes totalitários de esquerda na região. Sabe como o Judiciário foi instrumentalizado como ferramenta de perseguição política. Ele não cairá nesse papo furado do regime, de independência de um judiciário aparelhado. A escolha do presidente Donald Trump só complica o regime de exceção. Golaço!”, escreveu Eduardo Bolsonaro nas redes sociais.
Os pedidos de Lula a Trump
A conversa de Trump e Lula ocorreu na manhã da segunda-feira (6/10) e durou cerca de 30 minutos. O petista fez a ligação diretamente do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente brasileiro, em Brasília.
Lula estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin, dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Sidônio Palmeira (Secom) e Mauro Vieira (Itamaraty), além de Celso Amorim.
Na conversa, como noticiou a coluna, o chefe do Planalto pediu a Trump o fim do tarifaço contra importações brasileiras e a revogação das sanções impostas a autoridades brasileiras.
Trump, então, designou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e Haddad.
Ainda na ligação, Lula e Trump também combinaram de se encontrar pessoalmente em breve. O mandatário brasileiro sugeriu que o encontro aconteça durante a Cúpula da Asean, na Malásia, no final de outubro.
Na conversa, Lula ainda reiterou o convite a Trump para participar da COP30, em Belém (PA), e também se dispôs a viajar aos Estados Unidos para um encontro entre os dois.
