A OAB/MT montou a sua lista sêxtupla com igualdade de gênero: três homens e três mulheres. Foram escolhidas as advogadas Jamille Clara Alves Adamezyk (37 votos), a mais votada, Juliana Zaffino (36 votos) e Michele Dorileo (32 votos). Entre os homens, foram escolhidos os advogados Ricardo Almeida (32 votos), Dauto Passare (29 votos) e Sebastião Monteiro (27 votos).
Agora é a hora de estreitar o funil, a nova lista será tríplice. Cabe às desembargadoras e aos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, tirar três e indicar três nomes. Esse é o processo de escolha do Quinto Constitucional. Obviamente, por uma questão matemática, o TJ não poderá mandar para o governador Mauro Mendes, quem afinal escolhe e nomeia a nova desembargadora ou o novo desembargador, uma lista tríplice com a porção exata de igualdade de gênero.
O TJ poderá montar uma lista tríplice com estas opções de gênero:
– Três homens advogados;
– Três mulheres advogadas;
– Duas advogadas e um advogado;
– Uma advogada e dois advogados.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é composto hoje por 29 homens desembargadores e apenas 10 mulheres desembargadoras. Considerando que todos os seis advogados e advogadas escolhidos da OAB tem saber jurídico para ocupar uma cadeira no TJ, a lista tríplice é uma escolha ética e, sim, também política. O perfil pessoal de cada candidato e sua trajetória na advocacia são parâmetros que contarão muito nesta escolha dos três nomes para a lista derradeira.
Para os três advogados e as três advogadas concorrentes, terem sido escolhidas e escolhidos na lista sêxtupla da OAB e, mais ainda, na lista tríplice do TJ, terá sido um prêmio, um reconhecimento público. Ainda que, ao fim e ao cabo, o grande prêmio almejado seja a nomeação à vaga de desembargadora ou desembargador.

