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Um dia após a ministra Gleisi Hoffmann anunciar uma “reorganização” da base com corte de cargos do Centrão, o Palácio do Planalto exonerou nesta terça-feira (14/10) mais um apadrinhado do grupo.
O alvo foi José Lindoso de Albuquerque Filho, que ocupava o cargo de diretor de Administração da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) desde maio de 2023.
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Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Gleisi Hoffmann é apontada como responsável por articulação para substituir ministro
Hugo Barreto/Metrópoles
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Primeiro presidente do União Brasil, o deputado federal Luciano Bivar (União-PE)
IGO ESTRELA/Metropoles
@igoestrela
Lindoso é próximo do deputado Luciano Bivar (União-PE), de quem já foi secretário parlamentar. Bivar também já indicou o aliado para um cargo no Ministério do Desenvolvimento Regional durante o governo Jair Bolsonaro.
À época, Lindoso acabou exonerado justamente no momento em que Bivar se tornou desafeto de Bolsonaro, o que resultou na desfiliação do então presidente do PSL. O partido se fundiria com o DEM, dando origem ao União Brasil.
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Como mostrou a coluna, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, decidiu fazer uma limpa no governo e exonerar indicações de parlamentares que têm votado contra a posição do Planalto na Câmara e no Senado.
Bivar, por exemplo, não chegou a votar pela derrubada da medida provisória (MP) do IOF, uma das apostas do governo Lula para aumentar substancialmente a arrecadação. O deputado não estava no plenário na hora da votação.
A ausência foi uma das estratégias usadas pela oposição, que convenceu deputados do Centrão que não queriam votar contra o governo a não participarem da votação, ajudando a deixar a medida provisória caducar.
