Trinta e oito anos após o assassinato do líder pan-africanista Thomas Sankara, o presidente de Burkina Faso, o capitão Ibrahim Traoré, prestou sua homenagem ao pai da Revolução de agosto de 1983 no país do Sahel.
Traoré compareceu nesta quarta-feira (15) ao mausoléu onde o ex-presidente do país (1983-1987) foi assassinado há exatos 38 anos, em 15 de outubro de 1987, e onde hoje estão seus restos mortais. Em sua mensagem à população, o atual Chefe de Estado saudou a memória de um homem cujo “compromisso e luta por um Burkina Faso digno, soberano e próspero são inigualáveis”.
“Renovo minha homenagem a este digno filho da África”, destacou Traoré, em mensagem também divulgada em sua conta especial no X (ex-Twitter).
“Com coragem e orgulho, manteremos acesa a tocha do renascimento burkinabé”, afirmou o presidente antes de concluir a mensagem com o famoso lema sankarista: “A pátria ou a morte, venceremos”.

Homenagens a Sankara
Todos os anos, no dia 15 de outubro, Burkina Faso e todo o mundo rememoram o trágico massacre que levou a vida de Sankara, um mártir da luta pela emancipação africana que inspira as atuais medidas de ruptura com o Ocidente implementadas pela Aliança dos Estados do Sahel (AES).
O legado do “Che Guevara” africano, como ficou conhecido, foi retratado no novo documentário do Brasil de Fato, “Sahel Pátia ou Morte”, lançado em 16 de setembro, dia em que se comemorou os dois anos de formação da AES.
Thomas Sankara foi assassinado em 1987, em uma conspiração liderada por seu então colega Blaise Compaoré, que se tornou presidente do país até 2014, com o apoio do governo da França.
Traoré lembrou hoje que o patriotismo e o desenvolvimento endógeno colocados por Sankara seguem atuais.
“A sua ação e o seu discurso constituem uma fonte inesgotável de inspiração e uma bússola que orienta a condução da Revolução Progressista Popular para um novo Burkina Faso”, finalizou Traoré.
Assista Sahel: Pátria ou Morte, documentário do Brasil de Fato:
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