THIAGO PORTES
DA REDAÇÃO DO MIDIAJUR
O governador Mauro Mendes (União) anunciou nesta quinta-feira (16) que está finalizando a contratação da empresa responsável pela duplicação da BR-163, no trecho entre Jangada e Rosário Oeste, com aproximadamente 42 quilômetros de extensão. Este é o único trecho concedido da rodovia que ainda não está duplicado ou em obras.
“Estamos finalizando essa contratação e, a partir daí, é cobrar das empreiteiras que cumpram o contrato, que estabeleçam suas prioridades de logística interna — que cada uma tem — e que entreguem dentro do cronograma pactuado”, disse o governador.
A BR-163, entre a divisa de Mato Grosso do Sul e Sinop, passando por Cuiabá, é o principal corredor logístico do Estado, por onde é escoada boa parte da produção do agronegócio. Porém, é marcada por diversos acidentes fatais e a duplicação é vista como a solução para a redução significativa desses acidentes.
“Brevemente, teremos 100% desse trecho Cuiabá–Sinop resolvido, duplicado, e vamos acabar definitivamente com esse pesadelo que, durante décadas, atormentou a vida de todos os mato-grossenses que por ali passavam”, complementou.
A duplicação do trecho entre Cuiabá e Sinop é a principal missão do Governo do Estado desde que assumiu o controle da concessão da Rota do Oeste, em 2023. A então concessionária, comandada pelo grupo Odebrecht, realizou a duplicação entre Rondonópolis e Cuiabá, mas não deu andamento às obras até Sinop, apesar da cobrança de pedágio.
Com articulação do governador, o Estado assumiu a concessão e buscou recursos junto ao BNDES para realizar as obras, que foram executadas por trechos. “Financiamos uma parte no BNDES, que será paga com o próprio dinheiro da rodovia, por meio do pedágio, ao longo dos próximos anos de concessão”, explicou.
Mauro Mendes afirmou que, após a conclusão da duplicação, a tendência é que o trecho da BR-163 entre a divisa com Mato Grosso do Sul e Sinop seja novamente concedido à iniciativa privada, que teria a missão de conservar a rodovia e prestar atendimento aos usuários. No entanto, ele ressaltou que essa definição deverá ser tomada por seu sucessor no Palácio Paiaguás, já que seu mandato se encerra no próximo ano.
“A lógica é vender. Quando nós entramos, a conversa sempre foi essa: entrar, resolver o problema que o mercado não foi capaz de resolver e depois devolver isso à iniciativa privada, recuperando o dinheiro do Estado que colocamos nessa concessão e aplicando esse recurso em outras prioridades. Mas, dificilmente — ou até impossivelmente — dá tempo de fazer isso no meu mandato”, concluiu.
