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Venezuela realiza novas manobras militares em resposta à aproximação de tropas dos EUA

por Da Redação
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Tensão na América Latina

  • Por John Lucas

  • com Agência EFE

  • 23/10/2025 às 17:12

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. (Foto: Setor de Imprensa do Palácio de Miraflores/EFE)

O regime do ditador Nicolás Maduro iniciou nesta quinta-feira (23) uma nova série de novos exercícios militares em diversas regiões da Venezuela, em resposta à presença de tropas dos EUA no mar do Caribe, próximas às águas territoriais do país.

As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) afirmaram que as manobras buscam “defender o território diante da ameaça” norte-americana, em meio ao aumento da tensão entre Caracas e Washington.

As operações ocorrem nas regiões costeiras de La Guaira, Miranda, Anzoátegui, Carabobo, Falcón e Zulia, além da ilha de Nueva Esparta, localizada no sudeste do Caribe. Imagens transmitidas pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV) mostraram tropas realizando simulações de defesa e deslocamento de veículos blindados nas áreas estratégicas do litoral.

Segundo o comando militar venezuelano, as atividades fazem parte do plano “Independência 200”, iniciado em 8 de outubro. O programa, segundo o regime chavista, busca “alcançar o ponto ótimo de preparação diante da ameaça”, em referência direta à presença militar americana.

Durante a abertura dos exercícios, o governador chavista de Anzoátegui, Luis Marcano, declarou que a mobilização “permite fortalecer a defesa” do litoral. Já o comandante da Zona Operativa de Defesa Integral (ZODI) Anzoátegui, Norber Torres, anunciou que será realizada uma “patrulha mista” com o objetivo de “detectar, capturar e bloquear a entrada do inimigo pelas vias adjacentes” às costas do país.

Nesta quarta-feira (22), Maduro afirmou que a Venezuela possui “mais de 5.000 mísseis antiaéreos russos Igla-S”, classificando o armamento como “uma das armas mais poderosas que existem”. O ditador afirmou ainda que o sistema é essencial para garantir “a tranquilidade” da nação diante de uma possível ofensiva estrangeira.

Os Estados Unidos justificam a operação no Caribe como parte de uma ofensiva contra o narcotráfico regional. Segundo o governo americano, a presença militar visa conter o tráfico de drogas proveniente da Venezuela – alegação rechaçada por Caracas, que acusa Washington de preparar uma “mudança de regime”.

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