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Netanyahu ameaça agir conforme necessário se Hezbollah não se desarmar no Líbano

por Da Redação
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Oriente Médio

  • Por Gazeta do Povo

  • Com Agência EFE

  • 02/11/2025 às 11:25

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (Foto: EFE/EPA/ABIR SULTAN)

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu neste domingo, diante de seu gabinete, que Israel agirá “conforme necessário” se o grupo xiita libanês Hezbollah continuar sendo uma ameaça no Líbano e não se desarmar totalmente.

“Não permitiremos que o Líbano se torne uma nova frente contra nós e agiremos conforme necessário”, enfatizou Netanyahu em comunicado, no qual reiterou o suposto “direito à legítima defesa, conforme estipulado nos termos do cessar-fogo”.

O líder israelense acusou o Hezbollah, que ficou muito enfraquecido durante a guerra no outono de 2024 que Israel lançou contra o sul do país vizinho, de agora estar “tentando se armar e se recuperar”.

“O Hezbollah está sendo atacado constantemente, mesmo nestes dias, mas também está tentando se armar e se recuperar”, analisou.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) confirmaram neste domingo a morte de quatro membros da força de elite do Hezbollah, entre eles um suposto alto cargo, em um ataque aéreo contra o sul do Líbano.

Os bombardeios israelenses se intensificaram recentemente contra o sul e o leste do Líbano, onde causaram 16 mortes somente na última semana de outubro. Na última quinta-feira, tropas israelenses realizaram até mesmo uma incursão terrestre, o que levou o presidente libanês, Joseph Aoun, a ordenar pela primeira vez a intervenção do Exército contra qualquer incursão futura.

Apesar do cessar-fogo declarado entre Israel e Líbano em novembro de 2024, as IDF nunca deixaram de bombardear o sul do país árabe, onde ainda mantêm suas tropas em cinco pontos, embora fontes locais tenham denunciado o estabelecimento de até três novas posições.

De acordo com dados da ONU, mais de uma centena de civis morreram no Líbano desde a entrada em vigor do cessar-fogo em novembro de 2024, aos quais se somam várias centenas de vítimas não civis.

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