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Ucrânia busca 22 desaparecidos após bombardeio enquanto enviados dos EUA vão a Kyiv debater paz

por Da Redação
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Ataque russo

  • Por Rafael Fantin

  • Com informações da EFE

  • 20/11/2025 às 10:07

Ternopil foi alvo de uma das maiores ofensivas russas na Ucrânia, que contou com 400 drones. (Foto: EFE/EPA/Maxym Marusenko )

O governo dos Estados Unidos discute, em sigilo, uma nova proposta de paz que reduziria o território da Ucrânia em troca de garantias de segurança ao país que voltou a ser bombardeado pela Rússia nesta quarta-feira (19), em um dos ataques mais letais desde o início da guerra.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, divulgou nesta quinta-feira (20) um balanço do ataque russo com mísseis que destruiu um bloco residencial inteiro em Ternopil. Segundo o governo ucraniano, 26 pessoas morreram, sendo três crianças e 22 vítimas estão desaparecidas. O ataque fez parte de uma ofensiva em larga escala que incluiu mais de 400 drones e cerca de 50 mísseis russos. 

Segundo o portal Axios, o presidente norte-americano, Donald Trump, trabalha com um documento de 28 pontos inspirado no roteiro usado para o cessar-fogo em Gaza. O esboço prevê que Moscou receba controle formal sobre Lugansk e Donetsk, região do Donbass, embora parte do território siga sob domínio de Kyiv. A área seria transformada em zona desmilitarizada, proibindo a presença de tropas russas. Em contrapartida, o Kremlin teria de devolver áreas ocupadas em Kherson e Zaporizhzhia.

A negociação é conduzida por Steve Witkoff, enviado especial de Trump para Rússia e Oriente Médio, e pelo emissário russo Kiril Dmitriev. Catar e Turquia atuam como fiadores e coautores do texto. Mas Zelensky, já reiterou em diversas ocasiões que não aceita abrir mão de qualquer parte do território ucraniano — e só deve negociar se Kiev estiver presente e se houver chance real de resultado.

Com o sistema energético do país severamente fragilizado, Zelensky corre contra o tempo para garantir apoio internacional antes da chegada do inverno. O presidente viajou à França, Grécia e Espanha em busca de reforços para manter o abastecimento básico da população e evitar um colapso humanitário.

Longe de acordo de paz, Ucrânia atinge regiões russas e deixam 16 mil sem luz

A Ucrânia também intensificou seus ataques à infraestrutura energética russa, estratégia que busca reduzir a capacidade logística e a exportação de petróleo — motor financeiro do Kremlin. Na região de Kursk, mais de 16 mil pessoas ficaram sem eletricidade após a ofensiva de drones ucranianos contra subestações, segundo o governador Alexandr Khinstein.

Há ainda relatos de danos em uma refinaria de petróleo em Riazan, perto de Moscou, após a queda de destroços. Em Donetsk, controlada por Moscou desde 2022, autoridades pró-Rússia admitiram que 65% da população segue sem luz depois de um ataque no início da semana. Moscou afirma ter derrubado, apenas na madrugada desta quinta-feira, 65 drones ucranianos em diversas regiões — mesmo número divulgado no dia anterior.

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