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Direita aponta trânsito em julgado contra Bolsonaro como marco do fim da democracia no Brasil

por Da Redação
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Repercussão: Jair Bolsonaro escoltado por policiais. Direita reage a trânsito em julgado contra ex-presidente. (Foto: Andre Borges/EFE)

Após o trânsito em julgado, nesta terça-feira (25), da ação penal nº 2668 (núcleo 1), que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a direita usou as redes sociais para reagir. Políticos e outros apoiadores do ex-presidente apontam a decisão como uma linha que demarcaria o fim da democracia no Brasil.

A deputada federal Carol de Toni (PL-SC) falou especificamente do caso de Bolsonaro, citando o fim do processo como um símbolo do “fim das últimas fagulhas da nossa democracia”. O senador Jorge Seif avaliou que “o que estamos vendo não é justiça, é perseguição política.”

Prisão de Heleno gera críticas ao Exército

O deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) focou sua crítica no cumprimento, por parte do Exército, da ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de prender o general Augusto Heleno: “O que o Exército fez hoje não é apenas uma covardia, é a certidão de óbito moral de uma instituição que já foi o último refúgio de honra do país. Entregar um general como Augusto Heleno à ditadura togada não é “cumprir ordem”; é ajoelhar diante de uma casta que sequestrou o Estado, rasgou a Constituição e governa por Fiat, como qualquer tirania tropical de quinta categoria.” Também criticou a conduta do Exército o Movimento Advogados de Direita Brasil: “Estamos perdidos!”, comentou o grupo, ao informar sobre o ocorrido.

O tempo até o trânsito em julgado também chamou a atenção: o deputado federal Delegado Caveira (PL-PA) disse que a ação tramitou “em tempo recorde”. Já o advogado Jeffrey Chiquini apontou para a questão legal: “Se ainda há prazo para embargos infringentes e embargos de divergência, não há que se falar em trânsito em julgado, que só ocorre quando não couber mais nenhum recurso.”

Bolsonaro segue preso na PF

Agora, Jair Bolsonaro começa a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão, o que deve ocorrer na superintendência da Polícia Federal em Brasília.

O ex-presidente já está na PF desde o último sábado (22), ocasião em que foi preso preventivamente por conta da convocação de uma vigília pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e da violação da tornozeleira eletrônica com ferro de solda. Em sua audiência de custódia, Bolsonaro disse que estava em surto, por conta de medicamentos.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a defesa de Bolsonaro e de todos os réus do núcleo 1 atingidos pelas decisões de hoje, e aguardamos retorno.

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