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Parlamento Europeu apoia adiamento de um ano na lei de desmatamento

por reuters
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BRUXELAS (Reuters) – O Parlamento Europeu votou nesta quarta-feira a favor do adiamento, em um ano, da implementação da lei de desmatamento da União Europeia.

As empresas terão mais um ano para cumprir as novas regras da UE destinadas a combater o desmatamento, disse o Parlamento Europeu em um comunicado.

Grandes operadores e traders devem respeitar as obrigações do regulamento a partir de 30 de dezembro de 2026, e as micro e pequenas empresas, a partir de 30 de junho de 2027.

A proibição de importações de cacau, óleo de palma e outras commodities ligadas à destruição de florestas é um pilar fundamental da agenda verde da UE.

A política tem como objetivo acabar com os 10% do desmatamento global alimentado pelo consumo da UE de soja, carne bovina, óleo de palma e outros produtos importados, mas se tornou uma parte politicamente contestada da agenda verde da Europa.

No entanto, enfrenta resistência de alguns setores e países que afirmam que as medidas são caras e logisticamente desafiadoras.

Críticos já haviam alertado sobre os retrocessos ambientais.

Grandes empresas do setor alimentício, como Nestlé, Ferrero e Olam Agri apoiam a lei. Elas alertaram no mês passado que o adiamento da lei coloca em risco as florestas em todo o mundo e é contrário ao objetivo da UE de simplificar as regras comerciais.

O grupo de defesa Business For Nature chamou o atraso de ‘um profundo fracasso de coragem política’.

(Reportagem de Charlotte Van Campenhout)

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