
O empresário picareta Paulo Figueiredo — réu no processo que investiga a tentativa de golpe — publicou em seu Instagram uma imagem gerada por inteligência artificial que o coloca ao lado de Donald Trump em uma cena fictícia de seu próprio casamento.
A cena é toda mandrake, a começar pela estatura de Figueiredo, um anão, que aparece com a mesma altura de Trump. A foto real do oficiante da cerimônia está postada nesta matéria.
Em vez de rejeitar a montagem ou pedir moderação, vários perfis decidiram sustentar a fake news em que caíram os bolsonaristas. Alguns afirmaram ter “presenciado” o suposto encontro com Trump; outros disseram que “sabiam” da proximidade entre os dois.
A estratégia funciona porque a fronteira entre piada, invenção e afirmação política é deliberadamente diluída. Nesse ambiente, até uma cena criada artificialmente pode ser aproveitada para reforçar a ideia de que Figueiredo transita por espaços de poder após ser chutado pelo governo americano juntamente com seu comparsa Eduardo Bolsonaro.

Decisão do STF envolvendo o pai do influenciador
Na sexta, 28, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, negou o pedido de emissão de um passaporte provisório para Paulo Renato de Oliveira Figueiredo, pai do blogueiro. A defesa tentava autorização excepcional para que ele viajasse aos Estados Unidos e participasse do casamento do filho, marcado para ocorrer em Miami. O documento teria validade de cinco dias.
O passaporte de Paulo Renato está retido pela Justiça do Rio de Janeiro por causa de execuções de dívidas em seu nome. A retenção não tem relação com o processo criminal que envolve seu filho no STF. Na decisão, Dino destacou que não houve comprovação de garantia das dívidas que motivaram a medida — ponto considerado imprescindível para avaliar o pedido.
Paulo Figueiredo, que vive atualmente nos Estados Unidos, tornou-se réu no STF ao lado do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A ação penal foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa ambos de atuarem para constranger o Judiciário e tentar dificultar investigações relacionadas ao inquérito da tentativa de golpe.
Segundo a PGR, os dois teriam cometido o crime de coação no curso do processo.
