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A decisão do ministro do STF Gilmar Mendes que alterou as regras para o impeachment de membros da Corte deixou Jorge Messias, indicado de Lula a uma vaga no Supremo, entre a cruz e a espada.
Antes de dar sua decisão, Gilmar pediu à Advocacia-Geral da União (AGU), ministério comandado por Messias, que se pronunciasse sobre o assunto. O pedido foi feito pelo magistrado em setembro.
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Gilmar Mendes, ministro do STF
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto
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O AGU Jorge Messias
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre
Vinicius Schmidt/Metropoles
Com o nome de Messias cotado para o STF, a AGU optou por não envir posicionamento a Gilmar sobre o assunto até o momento — ausência que o magistrado fez questão de registrar em sua decisão.
“O ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO (sic) também não apresenta a sua manifestação”, escreveu o atual decano do Supremo na 7ª página de seu despacho.
A decisão de Gilmar, porém, obrigou a AGU de Messias a se pronunciar, sob o risco de senadores usarem a omissão da pasta sobre o tema para dificultarem ainda mais a vida do indicado de Lula.
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À coluna, a assessoria de Messias na AGU informou que a área técnica do ministério já prepara a manifestação e que a expectativa é de que ela seja divulgada ainda nesta quarta-feira (3/12).
Se o parecer da AGU for a favor da decisão de Gilmar, Messias desagradará o Senado, se indispondo ainda mais com aqueles que serão os responsáveis por aprovar ou rejeitar sua indicação.
Caso a manifestação da AGU seja contra a decisão de Gilmar, o indicado de Lula ao Supremo vai se indispor com uma boa parcela de seus futuros colegas de trabalho na Corte.
