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Rogério Gallo critica governo Taques, de quem foi secretário

por Lazaro Thor
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O atual secretário de Fazenda do governo Mauro Mendes (União), Rogério Gallo, criticou o desempenho orçamentário e financeiro do governo Pedro Taques, governo em que ele também ocupou o cargo de secretário de Fazenda. As declarações surpreenderam quem acompanhava a apresentação de Gallo na Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta terça-feira (09.12).

Durante seu discurso, Gallo classificou o período de Taques à frente do governo como de “caos fiscal”. A expressão foi usada para comparar o governo tucano (Taques era filiado ao PSDB na época) com o governo de Mendes.

“Pode parecer chover no molhado, mas é importante que a gente saiba de onde nós partimos”, afirmou o secretário, ao mostrar uma série de reportagens na imprensa local que apontavam problemas como atrasos nos repasses aos municípios e escalonamento nos salários dos servidores.

Naquele período, Gallo defendeu o escalonamento dos salários dos servidores para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e para conseguir pagar a dívida com o Banco Mundial.

“A agonia que nós tínhamos ali em janeiro de 2019, de fato a gente vivia um grande caos fiscal”, declarou o secretário, que foi o responsável pela situação no governo anterior. “Naquele momento tinha mais de R$ 400 milhões de duodécimo atrasados desde 2016”, citou o secretário e ex-aliado de Taques.

“Nós precisamos saber de onde nós partimos, qual era o quadro fiscal que foi o início desta trajetória. Isso nos fez ter a necessidade de criar metas fiscais de longo prazo, e uma âncora fiscal que nós temos neste governo, em janeiro de 2019. Foi um conjunto de cinco leis, entre elas a mais importante, a nossa Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual”, declarou o secretário.

A LRF é constantemente utilizada pelos novos gestores do Estado para argumentar contra novos investimentos, como a nomeação de aprovados em concurso público em áreas como Saúde e Segurança Pública, consideradas críticas na gestão atual por conta do déficit de servidores.

Sindicatos de servidores públicos também reportam que a defasagem salarial supera 20%, em razão do congelamento do Reajuste Geral Anual (RGA) durante a pandemia de covid-19.

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