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O clima de guerra na redação do Globo. Por Moisés Mendes

por Moises Mendes
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A colunista Malu Gaspar, do Globo. Foto: Reprodução

Quem já trabalhou em grandes redações sabe o que está acontecendo desde cedo no Globo. Há uma mobilização de repórteres para tentar salvar Malu Gaspar, a colunista que acusou Alexandre de Moraes de fazer lobby para o Banco Master.

É preciso proteger a colunista e o jornal. Podem ter certeza de que é uma força-tarefa imensa, daquelas de tempos de guerra.

É preciso encontrar provas que contestem o que Moraes e Galípolo disseram em notas distribuídas hoje: que, de fato, eles se reuniram, mas para tratar das sanções a Moraes pela Lei Magnitsky, aplicada por Trump.

Agora, prestem atenção neste detalhe. Malu Gaspar é uma metralhadora do colunismo do Globo. Produz notinhas de intrigas diárias às dúzias.

Pois a coluna de Malu está parada desde as 4h01min da madrugada desta terça-feira, quando publicou esta nota fria, que estava até o início da noite na capa do jornal:

“Plano de Claudio Castro deve fazer Rio eleger governador tampão no início de 2026. O governador Cláudio Castro (PL) planeja se desincompatibilizar do cargo depois do Carnaval, na segunda quinzena de fevereiro, para disputar uma vaga no Senado na eleição de 2026”.

É pão velho sobre a complicada sucessão no Rio. Nada mais, nenhuma linha sobre o caso de Alexandre de Moraes. Desde as 4h01min.

Por que essa calmaria aparente? Ora, porque Malu Gaspar e seus repórteres (ela tem uma equipe) se dedicam ao que importa: buscar provas contra o ministro.

A notinha fria sobre o Rio está parada lá na capa do Globo, como prova de que a situação deve ser tensa na redação. Há, com certeza, uma tempestade neste momento no Globo.

Moraes que se prepare. Não só o Globo, mas Estadão e Folha virão com tudo, para saber quem prova antes que ele falou com Galípolo sobre o Master.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

Todas as redações estão mobilizadas. É mais do que um duelo de profissionais em busca do furo; é um esforço corporativo de defesa da colega e da empresa amiga, sempre muito presente no jornalismo.

Se Malu Gaspar conseguir provar o que divulgou, Moraes estará frito. Se não conseguir, o Globo e os outros jornalões enfrentarão uma crise danada.

É guerra declarada contra o ministro que prendeu generais e que agora precisa parar. É preciso conter Moraes para conter Lula. A velha direita decidiu impor seus limites.

Preparem-se para todo tipo de “prova”. A jornalista diz ter seis fontes anônimas. Uma delas, mesmo que deva ser preservada, pode falar e apresentar provas. Um grampo improvável?

Os celulares estão esquentando nas orelhas de autoridades de Brasília. Poderemos ver “provas” assustadoras. É só lembrar o que aconteceu na Lava Jato, que Malu Gaspar apoiou com fervor.

(Reafirmo aqui o compromisso público já assumido no blog do Moisés Mendes. Estarei entre os primeiros a divulgar as provas contra Alexandre de Moraes, se essas forem apresentadas. Mas não me venham com “provas” lavajatistas.)

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