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Filipe integrou núcleo 2, que planejou minuta do golpe e assassinatos

por Carlos Estenio Brasilino
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Filipe Martins, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República na gestão de Jair Bolsonaro (PL) e que teve a prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste sábado (27/12), integrou o chamado núcleo 2 da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) na trama golpista.

Ele e mais 4 aliados teriam sido responsáveis pela elaboração da “minuta do golpe”, pelo monitoramento e pelo plano de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes, além de articulação dentro da PRF para dificultar o voto de eleitores da Região Nordeste nas eleições de 2022.

De acordo com a defesa, a Polícia Federal (PF) fez uma busca pessoal contra Martins, que mora em Ponta Grossa, no Paraná, neste sábado.

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Participação na trama golpista

O ex-assessor para Assuntos Internacionais de Bolsonaro foi condenado a 21 anos em julgamento do núcleo 2 da trama golpista, acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de gerenciar ações da organização criminosa que buscava manter Bolsonaro no poder.

Segundo o Supremo, ele atuou no plano golpista para monitorar autoridades e tentar impedir eleitores de votar nas eleições de 2022, realizando operações da PRF no domingo de eleição, principalmente no Nordeste, com o intuito de beneficiar o então candidato Jair Bolsonaro.

Veja os condenados do núcleo 2:

  • Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro: 21 anos de prisão;
  • Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF): 24 anos e 6 meses de prisão;
  • Mário Fernandes, general da reserva do Exército: 26 anos e 6 meses de prisão;
  • Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro: 21 anos de prisão; e
  • Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça: 8 anos e 6 meses de prisão.

O delegado de carreira da Polícia Federal (PF) e ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça Fernando de Sousa Oliveira foi absolvido por falta de provas.

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