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A Hilton Worldwide (NYSE: HLT) encerrou 2025 com avanço operacional moderado, expansão robusta do pipeline e forte geração de caixa, reforçando a estratégia de crescimento global com disciplina financeira. A companhia reportou lucro líquido de US$ 1,461 bilhão (R$ 7,6 bilhões) no ano, com EPS diluído de US$ 6,12 (R$ 31,8), enquanto o EBITDA ajustado atingiu US$ 3,725 bilhões (R$ 19,3 bilhões), alta frente aos US$ 3,429 bilhões (R$ 17,8 bilhões) registrados em 2024.
No quarto trimestre, o lucro líquido foi de US$ 298 milhões (R$ 1,5 trilhão), com EPS diluído de US$ 1,27 (R$ 6,6), enquanto o EBITDA ajustado somou US$ 946 milhões (R$ 4,9 trilhões), evidenciando expansão de margem mesmo com crescimento mais contido da receita por quarto disponível (RevPAR).
Crescimento moderado de RevPAR, avanço em diárias médias
O RevPAR global comparável cresceu 0,4% em 2025 e 0,5% no quarto trimestre, impulsionado principalmente pelo aumento das diárias médias (ADR), apesar de leve recuo na taxa de ocupação.
Regionalmente, o desempenho foi mais forte fora dos Estados Unidos:
- Europa: RevPAR +2,9% no ano
- Oriente Médio e África: +11,5%
- Américas (ex-EUA): +5,1%
- EUA: queda de 0,8%
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Segundo o CEO Christopher Nassetta, a empresa observa “ventos favoráveis crescentes”, com melhora nos padrões de demanda e expectativa de aceleração do RevPAR em 2026.
Pipeline recorde e expansão internacional
A Hilton encerrou 2025 com 520.500 quartos em pipeline, distribuídos em 3.703 hotéis e 129 países — crescimento de 4% em relação ao ano anterior.
No quarto trimestre foram adicionados 37.400 quartos ao pipeline e abertos 26 mil novos quartos, totalizando 97 mil aberturas no ano e crescimento líquido de unidades de 6,7%.
Mais da metade dos quartos em desenvolvimento está fora dos EUA, reforçando a estratégia internacional da companhia.
Entre os destaques estratégicos:
- Lançamento da marca Apartment Collection by Hilton (anunciada em janeiro de 2026)
- Expansão da Hilton Honors Adventures para o segmento de cruzeiros de luxo
- Crescimento das marcas lifestyle, como Tapestry e Canopy
Forte retorno ao acionista e reforço no caixa
A companhia retornou US$ 3,3 bilhões (R$ 17,1 bilhões) aos acionistas em 2025, incluindo dividendos e recompra de ações.
Somente no quarto trimestre foram recompradas 2,8 milhões de ações, ao custo médio de US$ 272,40 (R$ 1,4 mil) por papel.
Para 2026, a Hilton projeta retorno de capital de aproximadamente US$ 3,5 bilhões (R$ 18,2 bilhões).
No balanço, a dívida líquida encerrou o ano em US$ 11,489 bilhões (R$ 59,6 bilhões), com alavancagem de 3,1x EBITDA ajustado, nível considerado administrável pela companhia.
Guidance 2026: lucro pode superar US$ 2 bilhões
A Hilton projeta para 2026:
- Crescimento de RevPAR entre 1% e 2%
- Lucro líquido entre US$ 1,982 bilhão (R$ 10,3 bilhões) e US$ 2,011 bilhões (R$ 10,4 bilhões)
- EBITDA ajustado entre US$ 4,0 bilhões (R$ 20,8 bilhões) e US$ 4,04 bilhões (R$ 21 bilhões)
- EPS diluído entre US$ 8,49 (R$ 44,1) e US$ 8,61 (R$ 44,7)
- Crescimento líquido de unidades entre 6% e 7%
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A administração destaca que o cenário combina recuperação da demanda global, grandes eventos internacionais e crescimento limitado da oferta — fatores que podem sustentar expansão de margens.
Leitura de mercado
Apesar do crescimento modesto de RevPAR em 2025, a Hilton demonstrou resiliência operacional, expansão internacional consistente e forte disciplina na alocação de capital. O foco em ativos leves (modelo asset-light), expansão via franquias e recompra agressiva de ações reforça a tese de geração recorrente de caixa.
Para 2026, o mercado deve acompanhar principalmente:
• Ritmo de recuperação do mercado americano
• Sustentação do crescimento internacional
• Evolução da alavancagem e política de recompras
Com pipeline recorde e guidance otimista, a Hilton entra em 2026 apostando em aceleração gradual da demanda global e manutenção da rentabilidade em patamares elevados.
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