Enquanto a Defesa Civil e radares já previam o volume hídrico, a gestão municipal silenciou na prevenção e falhou na assistência, limitando-se a gravações de última hora sem oferecer soluções reais para os desabrigados.
A gestão do prefeito Abílio Brunini deu mostras, nesta data, de um perigoso amadorismo ao ignorar os alertas meteorológicos de chuvas torrenciais, deixando a população de Cuiabá à própria sorte.
Enquanto institutos de meteorologia e órgãos de monitoramento já sinalizavam o temporal com antecedência, o prefeito manteve-se em silêncio, omitindo-se do dever básico de prevenir e organizar rotas de fuga ou abrigos emergenciais. O resultado foi o caos absoluto: ruas intransitáveis e o inadmissível alagamento do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), revelando que as recentes intervenções e fachadas não passaram de “maquiagem” que não resistiu à primeira prova da natureza.
A postura de publicar vídeos em redes sociais após o desastre, pedindo para que cidadãos em áreas de risco abandonem seus lares — sem sequer ter deixado ginásios preparados ou um plano de contingência real — é um desrespeito à inteligência do cidadão cuiabano. Abílio age como um “prefeito de rede social”, mais preocupado com a narrativa de última hora do que com a infraestrutura preventiva. É urgente que a prefeitura pare de reagir apenas aos escombros e comece a governar com a antecedência que o cargo exige, sob o risco de transformar cada chuva em uma tragédia anunciada por pura negligência política e falta de preparo.