É uma bofetada na cara do cidadão cuiabano assistir à Avenida do CPA ser engolida pelas águas enquanto as obras do BRT avançam a passos de tartaruga, revelando uma engenharia de fachada que ignora o básico: a drenagem. O que se viu na última chuva não foi apenas uma catástrofe natural, mas o atestado de óbito de um projeto que parece não existir no papel e fracassa miseravelmente na prática. É inadmissível que milhões de reais dos impostos de Mato Grosso sejam enterrados em um canteiro de obras que, em vez de modernidade, entrega inundações, barro e o isolamento de quem precisa trabalhar; a drenagem quase inexistente e o asfalto novo já nasce condenado pelo descaso técnico.
Diante do cenário de guerra urbana e do risco iminente ao patrimônio público e à segurança da população, a paralisação imediata desta obra não é apenas uma sugestão, é um imperativo moral e jurídico. O Ministério Público e a Justiça não podem mais assistir passivamente a esse espetáculo de incompetência que transforma a principal artéria da capital em um canal de esgoto a céu aberto a cada temporal. Exige-se a auditoria urgente do projeto executivo — se é que ele existe — e a responsabilização de quem permitiu que uma obra desse porte fosse iniciada sem um plano de escoamento real, sob pena de condenar Cuiabá a um colapso infraestrutural sem volta.
CAOS E DESCASO: BRT EM CUIABÁ VIRA RIO DE LAMA E DINHEIRO PÚBLICO ESCOA PELO RALO
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