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A base governista da CPMI do INSS decidiu pedir a anulação da votação realizada nesta quinta-feira (26) após acusar irregularidades na condução do processo. Segundo parlamentares, o resultado anunciado não refletiu o número real de votos no plenário.
O grupo está reunido na residência oficial do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para formalizar o pedido. A movimentação eleva a tensão política em torno da comissão, que investiga fraudes em benefícios previdenciários.
Governo acusa “atentado à democracia”
O líder do governo na comissão, deputado Paulo Pimenta, afirmou que houve uma distorção na contagem dos votos durante a votação simbólica dos requerimentos.
“O que aconteceu é algo muito grave. Atenta contra a democracia e o parlamento”, declarou. Segundo ele, a situação configura uma ação ilegal dentro da comissão.
Pimenta também pediu que o caso seja amplamente divulgado. “Peço que a imprensa ajude a sociedade a tomar conhecimento do que aconteceu”, afirmou.
Divergência na contagem dos votos
De acordo com a base governista, havia 21 parlamentares titulares com direito a voto no momento da deliberação.
Ainda segundo o grupo, 14 parlamentares se manifestaram contra os requerimentos, entre eles nomes como:
- Soraya Thronicke
- Randolfe Rodrigues
- Jaques Wagner
- Tereza Leitão
- Paulo Pimenta
- Orlando Silva
- Rogério Correia
Apesar disso, o presidente da comissão, senador Carlos Viana, teria contabilizado apenas sete votos contrários, o que garantiu a aprovação dos requerimentos.
A divergência é o principal argumento usado pelo governo para pedir a anulação da votação.
Possível representação no Conselho de Ética
Diante do episódio, Paulo Pimenta afirmou que pretende apresentar uma representação contra o presidente da CPMI no Conselho de Ética do Congresso.
A medida pode ampliar o conflito político e institucional em torno da comissão, que já opera em um ambiente de forte polarização.
O que está em jogo
A CPMI do INSS investiga um esquema nacional de fraudes em descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões.
A votação contestada envolve quebras de sigilo e convocações, medidas que podem avançar ou travar o rumo das investigações.
Se o pedido de anulação for aceito, a comissão poderá ter que refazer a votação. Caso contrário, o embate deve se intensificar, com possível judicialização do caso.
No cenário atual, o episódio expõe um ponto sensível do Congresso: a confiança nos procedimentos internos — justamente em um momento em que a comissão lida com denúncias de fraude em larga escala.
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