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A escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã também conta com uma outra nacionalidade no epicentro do conflito. O Líbano também vem recebendo ataques diretos vindos de Israel, mesmo não estando diretamente ligado aos confrontos que permanecem inicialmente, ao Irã.
Apesar de não ser alvo principal, o território libanês é considerado vital pelos israelenses para manter a segurança do país. Isso porque o Hezbollah, grupo terrorista criado e financiado pelo Irã, já utilizou diversos locais iranianos para facilitar os ataques a Israel.
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Inclusão nos conflitos
De forma mais simplificada, a aliança libanesa com forças armadas ligadas ao Irã e o eminente ataque do Hezbollah que utiliza o território do Líbano facilitam a inclusão dos libaneses na mira dos israelenses, mesmo que ainda não exista uma declaração de guerra entre os dois países nos conflitos atuais.
De acordo com a BBC, as Forças de Defesa de Israel informaram que bombardearam posições do Hezbollah no Líbano após o grupo xiita, apoiado pelo Irã, anunciar que havia disparado foguetes e enviado drones contra a cidade de Haifa em retaliação à morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
Esta ofensiva de Israel matou ao menos 52 pessoas, de acordo com informações da unidade de gestão de desastres do Líbano.
Apesar de o Hezbollah garantir que os ataques a Israel seriam para vingar o “sangue puro” de Ali Khamenei, morto após o bombardeio americano e israelita, não há até o momento informações de mortos na região.
Posição estratégica
Mesmo sem estar efetivamente em ataque contra Israel ou Estados Unidos, a posição do território libanês coloca praticamente o país no confronto. O Líbano faz fronteira com Israel e Síria, reúne uma diversidade de grupos religiosos e conta com a atuação de forças políticas próximas ao Irã.
Dessa forma, qualquer início de conflito entre Israel e Irã, inimigos históricos, a participação do Líbano acaba sendo forçada, ainda mais quando forças armadas utilizam o território para facilitar os ataques.

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Fronteira em alerta
Como já citado, a aproximação entre Israel e Líbano reforça as tensões entre os países. Com isso, ainda segundo informações da BCC, o exército israelense reforçou e dominou áreas próximas à fronteira entre as duas nações. Vale lembrar que Israel é considerado um país com um grande arsenal, capaz de manter guerras de alto alcance.
Como resposta, as tropas libanesas recuaram. A estratégia pretende evitar um confronto direto com o exército israelense, além de manter o país fora de uma possível guerra com os Estados Unidos, potência e aliada de Israel, além da inclusão nos conflitos que atingem o Irã.
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