Casa PoliticaDefesa de Mauro Mendes diz que ligação do governador com fundos que receberam R$ 308 milhões não acarreta conflito de interesses

Defesa de Mauro Mendes diz que ligação do governador com fundos que receberam R$ 308 milhões não acarreta conflito de interesses

por Lazaro Thor
0 comentários
defesa-de-mauro-mendes-diz-que-ligacao-do-governador-com-fundos-que-receberam-r$-308-milhoes-nao-acarreta-conflito-de-interesses

O advogado do governador Mauro Mendes (União), Rodrigo Cyrineu, apresentou defesa na ação popular movida contra o governador em razão do chamado “Escândalo da Oi” na qual afirmou que a ligação do atual chefe do Palácio Paiaguás com fundos de investimentos que receberam R$ 308 milhões do Estado “não acarreta conflito de interesses”.

A defesa também alegou que é humanamente impossível que o governador tenha participado do acordo milionário, cujo dinheiro foi parar em fundos de investimentos conectados a parentes do governador.

Um dos fundos que recebeu metade do dinheiro pertence ao pai do chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, o empresário Robério Garcia. A defesa não comentou diretamente os pagamentos aos fundos, citando apenas documento do Ministério Público de Contas (MPC), que não viu problema em o Estado de Mato Grosso transferir R$ 154 milhões para um fundo de investimento do pai do chefe da Casa Civil e outra metade para fundos com ligações com parentes do governador.

“Até mesmo as suposições e fantasia  relacionadas ao alegado desvio de finalidade não se sustentam, não só pela tibieza manifesta dos documentos carreados com a exordial, mas sobretudo pelo que cirurgicamente já disse o MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS”, diz a defesa. “O fato de os fundos estarem ligados a outro fundo que possuiria investimentos em empresas ligadas a autoridades públicas, por si só, não acarreta conflito de interesses ou fraude”, diz trecho citado a partir de um parecer do Ministério Público de Contas.

Em depoimento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o procurador-geral do Estado afirmou que, meses antes de firmar o acordo, o governador Mauro Mendes perguntou sobre o crédito e autorizou que, caso houvesse vantajosidade para o Estado, o acordo fosse feito. No entanto, segundo a defesa, Mauro Mendes não poderia saber sobre o acordo por conta de “inúmeros processos” que tramitam.

“Imagine, Excelência, apenas para ilustrar o tamanho do disparate que se propõe com a inicial, se o GOVERNADOR DO
ESTADO DE MATO GROSSO tivesse que decidir acordo por acordo travado nos inúmeros processos em que figura o ente federativo! Obviamente que a tarefa seria humanamente impossível, daí o erro crasso; o intento ardiloso de buscar atribuir responsabilidade ao CHEFE DO PODER EXECUTIVO”, afirmou o advogado.

A ação do ex-senador, protocolada em fevereiro, questiona a legalidade de um acordo bilionário firmado entre o Estado e a Oi S/A, mediado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) e pelo escritório Ricardo Almeida Advogados Associados. O acordo, que resultou no pagamento de R$ 308 milhões a fundos de investimento, é alvo de investigações por suspeita de beneficiar pessoas ligadas ao entorno do governador .

Em segundo lugar, os advogados apontam a inadequação da via eleita. Citando jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa afirma que a ação popular “não é via adequada para desfazer ato processual de natureza decisória”, ou seja, não pode ser usada para rescindir um acordo que já foi homologado pelo Poder Judiciário.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um portal de notícias comprometido com a imparcialidade e a verdade. Nosso foco é levar informação clara e responsável sobre os principais acontecimentos do Mato Grosso e do Brasil, mantendo você sempre atualizado com a realidade dos fatos.

REDAÇÃO

noticias recentes

as mais lidas

Voz Popular © Todos direitos reservados