Casa BrasilAlém de Vorcaro, quais investigados são cotados para delação premiada no caso Master

Além de Vorcaro, quais investigados são cotados para delação premiada no caso Master

por Augusto de Sousa
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Daniel Vorcaro preso. Foto: reprodução

A confirmação da prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (13), aumentou a expectativa em torno de uma possível delação premiada no caso que envolve o Banco Master. A decisão foi tomada pela Segunda Turma da Corte e confirmou a ordem de prisão determinada dez dias antes pelo ministro André Mendonça.

A contratação do criminalista José Luís Oliveira Lima para assumir a defesa de Vorcaro também reforçou a percepção de que negociações para um acordo de colaboração devem começar em breve. Nos bastidores, segundo Lauro Jardim, do Globo, a avaliação é de que as conversas para uma eventual delação podem ter início já nesta semana.

Embora a possível colaboração do ex-banqueiro seja considerada a mais relevante no escândalo investigado pela Polícia Federal, outros personagens centrais do caso também aparecem como potenciais delatores. Entre eles estão Paulo Sérgio Souza e Belline Santana.

Os dois foram afastados de suas funções no Banco Central do Brasil em janeiro e ganharam protagonismo nas investigações após a divulgação de diálogos comprometedores com Vorcaro. As mensagens foram citadas na decisão de Mendonça que levou à segunda prisão do ex-banqueiro.

Bellini Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que atuavam como funcionários de Vorcaro. Foto: reprodução

Outro nome frequentemente citado nas investigações é Augusto Lima, apontado como ex-principal parceiro de negócios de Vorcaro. Além dele, também aparecem na lista de possíveis colaboradores três ex-executivos do Banco Master presos em novembro: Luiz Antônio Bull, responsável pelas áreas de riscos, compliance, recursos humanos, operações e tecnologia; Alberto Oliveira Neto; e Ângelo Ribeiro da Silva.

As investigações também apontam o envolvimento do policial federal aposentado Marilson Silva, que, segundo os investigadores, atuaria ao lado do chamado “Sicário” em ações de monitoramento, espionagem e intimidação de pessoas consideradas adversárias do ex-banqueiro.

Outros dois nomes apontados pela Operação Compliance Zero como integrantes do núcleo financeiro do esquema são Ana Cláudia Paiva e Leonardo Palhares.

De acordo com as investigações, ela teria atuado diretamente na movimentação de recursos e execução de pagamentos ligados a atividades ilícitas, enquanto ele seria responsável pela gestão financeira do grupo chamado “A Turma”.

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