Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), dizem que ele fez um gesto de conciliação ao governo Lula com a aprovação de medidas de contenção de gastos embutidas em um projeto que trata de preços de imóveis, nesta quarta-feira (29).
A economia com as ações, que incluem aperto na concessão de seguro-defeso para pescadores artesanais, regras mais rígidas para liberação de auxílio-doença e inclusão do Pé-de-Meia no piso constitucional da Educação, é estimada em R$ 15 bilhões.
O projeto, em parte, compensa a derrubada da MP dos Impostos, no dia 8 de outubro, que irritou a gestão federal, a ponto de o governo ter iniciado o expurgo de nomes ligados a deputados infiéis.
O governo alertou que o fracasso da medida iria obrigar ao corte de despesas, incluindo emendas parlamentares.
Motta tem tido uma relação de altos e baixos com o governo Lula, mas procura manter um canal de interlocução com o Executivo, fazendo acenos eventuais. Aliados do presidente da Câmara dizem esperar que a aprovação do projeto ajude a distensionar a relação.
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