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As mulheres vivas e mortas separam Otaviano de Janaína

por Olimpio Redacao
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O momento da política é de muita conversa, balão de ensaio, espuma, visando a formação de alianças para as eleições de 2026. Quem vai com quem, qual será o palanque de cada força política. Nesta onda, surgem conversas de bastidores sobre o sonho do governador Mauro Mendes (União) e do deputado federal José Medeiros (PL): derrubar a forte candidatura ao senado da deputada estadual Janaína Riva (MDB). Sem a mulher na disputa, com certeza o caminho dos dois homens ao Senado ficaria mais fácil, pelo menos aparentemente.

E como Mendes pretenderia tirar Janaína do caminho? Simplesmente encaixando a deputada na chapa ao governo liderada pelo atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Ela seria candidata a vice-governadora. É possível? Em política, dizem os mais antigos, nada é impossível, mas é muito improvável. Alguns argumentos contrários à essa composição de submissão de Janaína aos caprichos de Mauro e Otaviano:

Eleição ao Senado. Janaína Riva é presidente do MDB de Mato Grosso. Tem cacife político para manter a sua forte candidatura ao Senado, desde que tenha braços, ou seja, desde que faça uma ampla composição de uma frente de partidos.

Eleição ao Governo. Janaína Riva tem cacife para ser ela mesma candidata a governadora de Mato Grosso. Por que se submeteria ao capricho da dupla que comanda o Palácio Paiaguás hoje para ser candidata a vice-governadora?

Os fatos são subversivos. A maior dificuldade desta improvável dobradinha: entre Janaína e Otaviano são as mulheres vivas e mortas de Mato Grosso. A deputada lidera um discurso forte de defesa da vida das mulheres, cobrando a responsabilidade que cabe ao governo pela segurança e apoio às mulheres. Mato Grosso ocupa hoje, tristemente, o lugar de campeão nacional de feminicídios. Faltam políticas públicas de segurança, social e cultural para barrar essa matança de mulheres. De outro lado, Otaviano tem problemas pessoais com relação à violência contra as mulheres e hoje é refém do discurso de extrema direita de Mauro Mendes e Virgínia Mendes. O primeiro casal faz o discurso extremista de soluções simplórias para problemas complexos. Afirma que basta aprovar a pena de morte contra os homens para salvar as mulheres. Um discurso que, em óbvio, exime Mauro Mendes das responsabilidades que cabem ao seu governo e que são cobradas com firmeza pela deputada Janaína Riva.

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