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Brasileiro expulso do Exército pede aos EUA Magnitsky contra oficiais

por Paulo Cappelli
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Expulso do Exército em 2024, o sargento reformado Antonio Ésio de Sousa Cruz enviou documentação ao Departamento de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos [OFAC, na sigla em inglês] solicitando a cassação de vistos e aplicação das sanções previstas na Lei Magnitsky contra um general de divisão e um juiz militar federal por suposta violação de direitos humanos e corrupção.

Além do general André Luiz Allão e do juiz militar Rodolfo Menezes, Sousa Cruz acusa outros 8 militares e integrantes do Judiciário de promoverem uma perseguição política que resultou em sua expulsão e no cancelamento de sua pensão por invalidez. O sargento alega ser diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), esquizofrenia e síndrome de Asperger.

Brasileiro expulso do Exército pede aos EUA Magnitsky contra oficiais - destaque galeria3 imagensExpulso do Exército, Souza Cruz acusa General Allão (foto) de perseguiçãoSousa Cruz também pediu Lei Magnitsky contra juiz militar Rodolfo MenezesFechar modal.MetrópolesAdvogado Marcos Coelho teve escritório apedrejado pelo sargento Antonio Ésio de Sousa Cruz, que acabou expulso do Exército1 de 3

Advogado Marcos Coelho teve escritório apedrejado pelo sargento Antonio Ésio de Sousa Cruz, que acabou expulso do Exército

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Expulso do Exército, Souza Cruz acusa General Allão (foto) de perseguição

Reprodução / ExércitoSousa Cruz também pediu Lei Magnitsky contra juiz militar Rodolfo Menezes3 de 3

Sousa Cruz também pediu Lei Magnitsky contra juiz militar Rodolfo Menezes

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Em 2022, ele foi preso por incitar e participar do apedrejamento do escritório do advogado Marcos Coelho, responsável pela defesa de um policial militar acusado de matar o sobrinho de Sousa Cruz em Camocim (CE).

Após ser detido, o sargento teria desacatado e proferido injúrias contra o escrivão da corregedoria militar e o comandante da 10ª Região Militar, no Ceará, general André Luiz Allão. O militar foi condenado a 2 anos e seis meses de prisão e à perda da pensão por injúria e destruição de patrimônio.

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Na denúncia protocolada na OFAC, Sousa Cruz aponta o general como “mentor da perseguição e corrupção significativa” e o juiz, que conduziu o processo contra o sargento na Justiça Militar, como “facilitador judicial da perseguição”.

“A prisão decorreu de uma ação penal em que a ‘vítima’ em tese era o advogado Marcos Coelho, amigo pessoal e mantinha estreita relação com o ex-governador Lúcio Alcântara, amigo íntimo do general. Esta rede facilitou o aliciamento e a influência sorrateira sobre o Judiciário e o Ministério Público”, afirma Sousa Cruz no documento.

Fonte de renda

O sargento ficou preso por sete meses e diz ter sofrido risco de morte nesse período. O militar também acusa o general, o juiz e demais acusados por privação arbitrária de subsistência, após a “suspensão ilegal da pensão militar (pagamento de tenente) que constitui a única fonte de renda para ele e seus dependentes altamente vulneráveis (seis filhos com TEA e uma mãe idosa com Alzheimer), levando à completa miséria financeira e risco de despejo”.

Para justificar a acusação de corrupção, Sousa Cruz alega a prática de “ato ilegal de um oficial de alta patente (General de Divisão) e um juiz militar, buscando anular uma reforma militar por invalidez permanente legalmente transitada em julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (em 2012)”.

Procurado, o Exército não se manifestou sobre o caso. O espaço segue aberto.

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