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China pede fim das tarifas de Trump e sugere nova rodada de consultas

por Da Redação
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Encontro entre Trump e Xi, no fim de outubro do ano passado: China tenta se livrar de tarifas (Foto: Daniel Torok/White House)

Após o revés judicial do governo de Donald Trump na Suprema Corte dos EUA, a China instou a gestão republicana a desistir das tarifas “unilaterais” impostas aos seus parceiros comerciais.

Por meio de um comunicado, o Ministério do Comércio chinês pediu que a parte americana “cancele e se abstenha de impor tarifas unilaterais”, reiterando que “a cooperação beneficia ambas as partes, enquanto o confronto prejudica ambas”.

Além disso, o órgão sinalizou que está disposto a manter “consultas francas” com os EUA no âmbito de uma sexta rodada de negociações econômicas e comerciais. Na segunda-feira, a pasta afirmou que estava realizando uma “avaliação abrangente” do impacto da decisão da Suprema Corte americana.

A publicação ocorre após o Serviço de Alfândega dos EUA interromper a cobrança das tarifas adicionais impostas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), em linha com a decisão da Corte, e aplicar, em seu lugar, uma sobretaxa de 10% às importações com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo a pasta comercial chinesa, as taxas adicionais impostas anteriormente por Washington incluíam 10% vinculados ao fentanil e 34% das chamadas “tarifas recíprocas”, das quais 24% foram suspensas, o que situava o nível efetivo adicional aplicado à China em 20%.

Pequim afirmou que continuará “avaliando de forma abrangente” as medidas adotadas pelos EUA e que, dependendo da evolução da situação, decidirá “no momento oportuno” se ajustará as contramedidas dirigidas contra as tarifas americanas.

Diversos países se mantiveram cautelosos após o revés judicial de Trump, avaliando as opções disponíveis em caso da Casa Branca ampliar sua agenda tarifária.

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, esclareceu no domingo que os acordos comerciais firmados com a China, a União Europeia e outros parceiros permanecerão em vigor, apesar da decisão judicial.

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