As ações da Coca-Cola caíram cerca de 4% no pré-mercado nesta terça-feira (10), depois que a companhia divulgou resultados trimestrais mistos e projetou um crescimento moderado. Apesar disso, a demanda por suas bebidas na América do Norte e na América Latina começa a mostrar sinais de melhora.
Olhando para 2026, a empresa projeta crescimento orgânico da receita entre 4% e 5% e avanço do lucro por ação comparável de 7% a 8% no acumulado do ano.
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Veja abaixo os números divulgados pela companhia para o período encerrado em 31 de dezembro, em comparação com as expectativas de Wall Street, com base em levantamento da LSEG:
- Lucro ajustado por ação: 58 centavos, ante 56 centavos esperados
- Receita ajustada: US$ 11,82 bilhões, ante US$ 12,03 bilhões esperados
A gigante de bebidas registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 2,27 bilhões no quarto trimestre, ou 53 centavos por ação, acima dos US$ 2,2 bilhões, ou 51 centavos por ação, registrados um ano antes.
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Excluindo ganhos com transações e outros itens pontuais, a Coca-Cola obteve lucro de 58 centavos por ação.
As vendas líquidas cresceram 2%, para US$ 11,82 bilhões. A receita orgânica – que exclui aquisições, desinvestimentos e efeitos cambiais – avançou 5% no trimestre.
O volume de caixas unitárias aumentou 1% no período, marcando o segundo trimestre consecutivo de crescimento da empresa. O indicador exclui os impactos de preços e variações cambiais para refletir a demanda. Assim como a rival PepsiCo, a Coca-Cola tem enfrentado queda na demanda por suas bebidas à medida que consumidores mais sensíveis a preços tentam economizar nas compras de supermercado.
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O volume da Coca-Cola na América do Norte subiu 1%, enquanto na América Latina o crescimento foi de 2%. Ambos são mercados-chave para a companhia.
Coca-Cola ganha força em água e bebidas esportivas
Globalmente, a divisão de água, bebidas esportivas, café e chá teve desempenho superior ao restante do portfólio. O segmento registrou crescimento de volume de 3%, impulsionado pela maior demanda por marcas como Smartwater e Bodyarmor.
O negócio de refrigerantes apresentou volume estável. O refrigerante homônimo da empresa teve aumento de volume de 1% no trimestre.
Já a divisão de sucos, laticínios com valor agregado e bebidas à base de plantas registrou queda de 3% no volume. A maior demanda por Fairlife foi compensada pela venda das operações de produtos acabados da Coca-Cola na Nigéria para um de seus engarrafadores.
As ações da Coca-Cola acumulam alta de cerca de 22% nos últimos 12 meses até o fechamento de segunda-feira, elevando o valor de mercado da companhia para aproximadamente US$ 335 bilhões.
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