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Congresso terá sessão para homenagear policiais mortos na Operação Contenção

por Da Redação
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Sessão solene

  • Por Vinicius Macia

  • 10/11/2025 às 11:31

Funeral do sargento do Bope Heber Carvalho da Fonseca, morto durante a Operação Contenção, no Rio de Janeiro. (Foto: André Coelho/EFE)

O PP promoverá uma sessão solene no Congresso Nacional em homenagem aos policiais mortos e baleados na Operação Contenção. O partido tem, em seus quadros, o relator do projeto de lei antifacção, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). A sigla divulgou o convite, assinado por seu presidente, senador Ciro Nogueira (PP-PI) e pelo líder na Câmara, deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ), nesta segunda-feira (10).

O evento ocorrerá nesta quarta-feira (12), no plenário do Senado Federal. Além de contemplar os agentes mortos e feridos, a sessão deve homenagear todos os profissionais que combateram o Comando Vermelho no dia 28 de outubro.

A operação contou com efetivo de 2.500 policiais. Desses, morreram os policiais civis Marcus Vinícius e Rodrigo Cabral e os policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Heber Fonseca e Cleiton Gonçalves.

Governo divulgou vídeo de policiais minutos antes de morrerem

O sargento Cleiton aparece em um vídeo divulgado pelo governo do Rio de Janeiro, em seus últimos momentos de vida. Minutos antes de morrer, ele resgatou um colega de farda alvejado, identificado como Oliveira.

Rodrigo Cabral, por sua vez, havia começado a trabalhar na corporação 40 dias antes de sua morte no complexo da Penha. Ele entrou na mata, para participar da tática conhecida como ‘muro do Bope’. Os criminosos atiraram em sua cabeça, e ele morreu na hora.

A Operação Contenção foi a mais letal da história brasileira. Além dos policiais, outras 117 pessoas morreram. Por outro lado, os agentes prenderam 113 pessoas e apreenderam 120 armas, incluindo 93 fuzis, seis deles de propriedade de Forças Armadas do Brasil, Venezuela e outros países.

O governo do Rio contou com o Ministério Público estadual e com as polícias para a operação. A superintendência da Polícia Federal no estado foi comunicada, mas não quis participar, por considerar que estaria fora da alçada da corporação.

No Congresso, há movimentação para equiparar as facções criminosas a grupos terroristas. A proposta é alvo de críticas do governo federal, que considera o conceito incompatível com a atuação das organizações criminosas.

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