Casa EconomiaDólar fecha dia abaixo dos R$5,25, mas acumula alta de 2% na primeira semana de guerra

Dólar fecha dia abaixo dos R$5,25, mas acumula alta de 2% na primeira semana de guerra

por reuters
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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 6 Mar (Reuters) – Após ​oscilar acima dos R$5,30 em alguns momentos da manhã, o dólar se firmou em baixa no Brasil durante a tarde desta sexta-feira, com exportadores aproveitando as cotações mais altas para vender moeda e com o enfraquecimento da divisa dos EUA também no exterior.

O dólar à vista fechou a sessão em queda de 0,88%, aos R$5,2414, mas ainda assim a primeira semana de guerra no Oriente Médio foi desastrosa para o real, com a moeda norte-americana acumulando alta de 2,08% no período. No ano, o ⁠dólar ⁠passou a acumular queda de 4,51%.

Às ​17h05, o ‌dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,55% na B3, aos R$5,2735.

Pela manhã, investidores de todo o mundo em busca de segurança voltaram a vender ações e comprar dólares, penalizando ativos de maior ⁠risco como as divisas de países emergentes.

Isso deu força ao dólar ​também no Brasil, que chegou a superar os R$5,30 em alguns momentos da ​manhã. No entanto, sempre que as cotações ultrapassavam ‌este nível, participantes ​do mercado ⁠entravam nas operações vendendo moeda.

“O dólar tentou acompanhar a valorização global em função da guerra e da alta do petróleo, mas apareceu fluxo, o exportador vendeu nos R$5,30”, comentou ​o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Nos R$5,30 o pessoal entra vendendo, e também há desmonte de posição (no mercado futuro)”, acrescentou.

A divulgação do relatório de empregos payroll de fevereiro nos EUA, no meio da manhã, também fez o dólar ​reduzir os ganhos no exterior, com reflexos no Brasil.

Os dados revelaram o fechamento de 92.000 postos de trabalho, após criação revisada para baixo de 126.000 em janeiro. O número negativo surpreendeu os economistas, que esperavam uma abertura de 59.000 postos em fevereiro, conforme pesquisa da Reuters.

Em reação, os rendimentos dos Treasuries cederam, com investidores precificando chances maiores de corte de juros no curto prazo nos EUA, e o dólar ​se enfraqueceu ante boa parte das demais divisas.

No Brasil, após atingir a cotação máxima de ‌R$5,3215 (+0,64%) às 11h10, o dólar à ⁠vista marcou a mínima de R$5,2388 (-0,92%) às 16h59, um minuto antes do fechamento.

No fim da manhã, sem efeitos sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 ⁠contratos de swap cambial para rolagem dos vencimentos de ⁠abril.

Às 17h02, o índice do dólar — ⁠que mede o ⁠desempenho ​da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — caía 0,08%, a 98,971.

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