Casa PoliticaEm campanha, Mauro Mendes critica o Poder Judiciário pelo prende e solta

Em campanha, Mauro Mendes critica o Poder Judiciário pelo prende e solta

por Olimpio Redacao
0 comentários
em-campanha,-mauro-mendes-critica-o-poder-judiciario-pelo-prende-e-solta

O governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), colocou em cena o seu discurso de campanha que diaboliza o Poder Judiciário; agrada o bolsonarismo raiz; ataca os atuais parlamentares federais de Mato Grosso e esconde o fiasco do seu programa Tolerância Zero.

Foto: Divulgação

O Poder Judiciário é o diabo de Mendes

“A sociedade brasileira não aguenta mais. Eu não aguento mais. Fico indignado. A gente prende e solta, prende e solta. É um absurdo. Bandido está tendo privilégio neste país todos os dias, em todos os cantos do Brasil”, disse Mauro Mendes já no papel de pré-candidato, defendendo alterações no Código Penal Brasileiro para conter o avanço da criminalidade e das facções. O registro foi feito pela jornalista Patrícia Sanches, do site RD News.

Na verdade, a lógica torta “a polícia prende e a justiça solta” é antiga e tem apelo popular, porque reduz o debate ao senso comum. Ganha voto abanar a justiça como se fosse o grande diabo. Em óbvio, quando faz a sua crítica à legislação atual, o governador leva junto, buraco abaixo, o Poder Judiciário, por “soltar quem a polícia prende”.

Ele se referiu ao assassinato brutal de uma adolescente de 17 anos em Cuiabá. O crime teria sido cometido pelo irmão da vítima, Marcos Pereira Soares, que está preso.

“Como que um bandido, com duas mortes nas costas, estava solto e conseguiu estuprar e matar a própria irmã? Esse é apenas mais um retrato cruel da falência das leis brasileiras. Eu fiquei, e tenho certeza de que todos nós ficamos chocados com esse caso que aconteceu aqui em Mato Grosso e com tantos outros que acontecem em todo o Brasil”, afirmou Mauro em campanha eleitoral nas suas redes sociais.

Marcos Pereira Soares estava recolhido no sistema prisional, onde cumpria pena em regime fechado. Segundo a Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ele acabou sendo colocado em liberdade em razão de uma falha humana na verificação de dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. O caso está sendo apurado internamente. Neste caso, o Poder Judiciário precisa dar

resposta rápida da apuração com a devida punição. Uma “falha humana” que coloca a imagem do Poder Judiciário na mira do discurso que diaboliza a Justiça.

O que Mauro Mendes tenta esconder

Pré-candidato ao Senado, Mauro voltou a defender mudanças na legislação brasileira para endurecer punições contra criminosos violentos. Ou seja, os atuais deputados federais e senadores de Mato Grosso são incompetentes, precisam abrir vaga para políticos competentes como, por exemplo, ele mesmo.

O governador tenta esconder a fraqueza da sua gestão na segurança pública. Nenhuma palavra sobre o fiasco do seu programa Tolerância Zero.

– É fato. As facções dominam as cidades de Mato Grosso no interior;

– Mauro Mendes chegou a produzir uma propaganda estúpida colocando a culpa nas famílias pelo ingresso dos jovens no crime organizado;

– O efetivo policial de Mato Grosso é insuficiente, coloca uma carga de trabalho absurda dos policiais militares e civis. Sem policiais suficientes das ruas, homens e mulheres, não se faz segurança pública de qualidade. Só propaganda não combate facção;

– Ele queria criar a esdruxula “carreira de policiais temporários”. Um verdadeiro deboche com os policiais de Mato Grosso, que fazem parte, com muito orgulho, de uma carreira de estado. Não são “temporários”. Mauro Mendes sim, é temporário. Ele reúne hoje as condições para ser um político temporário com prazo de validade vencido.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um portal de notícias comprometido com a imparcialidade e a verdade. Nosso foco é levar informação clara e responsável sobre os principais acontecimentos do Mato Grosso e do Brasil, mantendo você sempre atualizado com a realidade dos fatos.

REDAÇÃO

noticias recentes

as mais lidas

Voz Popular © Todos direitos reservados