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Empresário investigado por fraude na Educação teria pago R$ 210 mil a amigo de Lula, diz PF

por Da Redação
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Operação Coffe Break

  • Por Gazeta do Povo

  • 14/11/2025 às 19:17

Empresário investigado por fraude na Educação pagou R$ 210 mil em ‘mesadas’ a amigo de Lula. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, o empresário Kalil Bittar é investigado por ter vendido acesso a pelo menos um outro suspeito. Segundo a Polícia Federal, André Gonçalves Mariano estaria interessado em expandir negócios por meio de contratos públicos.

O inquérito da PF, reproduzido no blog de Fausto Macedo, do jornal O Estado de S.Paulo, aponta que, em novembro de 2022, um mês depois da eleição de Lula, Mariano passou a pagar uma “mesada” a Kalil. As transferências bancárias ocorreram entre as contas pessoais e seguiram até fevereiro de 2024, somando R$ 210 mil.

A Operação Coffe Break, que mira também a ex-nora do presidente, Carla Ariane Trindade Silva, foi deflagrada por ordem da Justiça Federal em Campinas. Ela foi alvo de buscas na quarta-feira (12) quando a operação foi deflagrada – os agentes levaram celular, computador e um caderno de capa dura.

O advogado Roberto Bertholdo, que representa Kalil, disse que ele está à disposição para colaborar com as investigações, “na certeza de que comprovará a improcedência de quaisquer acusações”.

Não seria a primeira vez que o nome de Kalil aparece nas páginas de investigações da PF. Em 2016, durante a Operação Lava Jato, o empresário foi gravado em uma conversa grampeada com o filho de Lula, na investigação sobre o sítio de Atibaia.

A investigação também indica que Mariano teria “doado” uma BMW 540I a Kalil. O carro, avaliado em R$ 240 mil, foi comprado em nome da Life Educacional.

“Há fortes indicativos que o veículo tenha sido utilizado como pagamento para Kalil, já que ele estava em posse do carro pelo menos desde 2023 e não foram identificadas transações que poderiam ser pagamentos pelo veículo na quebra bancária da empresa Life ou na de Mariano”, disse a PF. Durante a Operação Coffee Break, a Polícia Federal cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, expedidos pela 1ª Vara Federal de Campinas (SP), nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Paraná

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