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Exportações da Alemanha têm queda inesperada em agosto com impacto de tarifas dos EUA

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Por Maria Martinez

(Reuters) – As exportações alemãs caíram inesperadamente em agosto diante de um forte declínio na demanda dos Estados Unidos devido às tarifas de Washington sobre as importações europeias, mostraram dados oficiais nesta quinta-feira.

As exportações da maior economia da Europa caíram 0,5% em agosto em comparação com o mês anterior, mostraram dados do escritório federal de estatísticas nesta quinta-feira, contra expectativa em pesquisa da Reuters de aumento de 0,3%.

Para os EUA, as exportações tiveram queda de 2,5% em agosto em relação a julho. Em comparação com agosto de 2024, elas caíram 20,1% em uma base ajustada sazonalmente e pelo calendário.

O fluxo de mercadorias para os EUA, em particular, deve permanecer fraco nos próximos meses, especialmente porque as tarifas mais altas são agravadas por um euro ainda mais forte, disse Ralph Solveen, economista sênior do Commerzbank.

O governo do presidente norte-americano Donald Trump impôs uma tarifa de importação de 15% sobre a maioria dos produtos da UE, segundo um acordo firmado com o bloco de 27 países em julho, que visava evitar uma guerra comercial entre ambos os lados, que respondem por quase um terço do comércio global.

Os EUA foram o maior parceiro comercial bilateral da Alemanha em 2024, com o comércio de mercadorias totalizando 253 bilhões de euros, e a economia alemã deve ser gravemente afetada pelas tarifas já que é voltada para as exportações.

Mesmo enfrentando as questões sobre os EUA, as exportações da Alemanha para países fora da UE aumentaram 2,2% em agosto, já que as exportações para a China cresceram 5,4% em comparação com julho.

Entretanto, é improvável que as entregas para a China ganhem mais ritmo nos próximos meses, disse Solveen.

‘As expectativas de uma recuperação econômica não se baseiam na demanda externa, mas em uma economia doméstica que está se recuperando devido às taxas de juros mais baixas do Banco Central Europeu e ao aumento dos gastos do governo’, disse Solveen.

As exportações para o Reino Unido diminuíram 6,5% no mês e as exportações para os países da UE caíram 2,5%.

(Reportagem adicional de Cian Muenster e Maria Rugamer)

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