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Fábricas suspeitas de vender bebida com metanol são alvo de fiscalização da PF

por Da Redação
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Indústrias de bebidas na Grande São Paulo e na região de Sorocaba, no interior do estado, são alvo de fiscalização da Polícia Federal e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na manhã desta quinta-feira (2).

A operação tem como objetivo apurar indícios de adulteração com uso de metanol fora das concentrações permitidas pela Vigilância Sanitária.

De acordo com a PF, foram coletadas amostras das bebidas suspeitas, que serão submetidas a análise técnica. A verificação vai permitir identificar a autoria, as circunstâncias e a extensão das irregularidades.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, determinou na última segunda (29) a abertura de uma investigação pela PF.

Ações de fiscalização da Polícia Civil com a Vigilância Sanitária da última quarta-feira (1) também interditaram seis estabelecimentos na capital e na Grande-SP. O bar Ministrão, local onde uma mulher relatou ter ficado cega após consumir caipirinhas de vodca, que fica na alameda Lorena, nos Jardins, foi um dos alvos.

Em comunicado divulgado nesta quarta em seu perfil no Instagram, o Ministrão afirmou estar “aguardando o laudo oficial da Justiça” para se manifestar. “Reforçamos nosso compromisso com a verdade, o respeito e a transparência, valores que sempre pautaram nossa trajetória”, acrescentou o bar.

O Supermercado BBR, na Bela Vista, onde foram apreendidas garrafas de destilados cheias e vazias, também foi fechado. Segundo a SSP, o mercado é um dos fornecedores de bebida alcoólica do Ministrão.

O Villa Jardim e o Boteco da Villa, em São Bernardo do Campo (Grande SP), também paralisaram seus serviços. O Villa Jardim diz que foi relatado um caso de consumo de bebida seguido de problema de saúde no bar na última semana. O estabelecimento diz que as bebidas alcoólicas comercializadas são compradas lacradas, em condição original e de distribuidoras confiáveis.

O Boteco da Villa diz que foi interditado em ação preventiva. “Todas as nossas bebidas são adquiridas com procedência garantida, sempre acompanhadas de nota fiscal”, diz em nota. O rapper Hungria, hospitalizado nesta quinta-feira (2) por suspeita de intoxicação por metanol, se apresentou na casa de shows no último domingo (28).

Até esta quarta-feira (1º) o Brasil registrava 43 notificações de intoxicação por metanol, segundo o Ministério da Saúde.

Já de acordo com os dados recebidos pelo Cievs (Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), são 39 registros em São Paulo —10 confirmados e 29 ainda em investigação—, além de quatro casos em investigação em Pernambuco.

Uma morte por intoxicação por metanol em São Paulo já foi confirmado pelo Cievs; outras sete seguem em investigação —cinco em São Paulo e duas em Pernambuco.

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