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Funcionários da Petrobras na Bacia de Campos aprovam acordo e suspendem greve

por reuters
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Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 30 Dez (Reuters) – Os ⁠trabalhadores da Petrobras do Norte Fluminense, que atuam na Bacia de Campos, decidiram nesta terça-feira em assembleia encerrar uma greve iniciada em 15 de dezembro e aprovar uma última proposta apresentada pela petroleira para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), informou o sindicato da região em comunicado.

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) é o único dos sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) que permanecia em greve. Os demais haviam aprovado indicativo da federação para o encerramento das manifestações na semana passada, após terem reconhecido avanços nas negociações.

A FUP tem um total de 14 sindicatos filiados, sendo 13 sindipetros e o Sindiquímica Paraná, ​que agrega funcionários de fábrica de fertilizantes da Petrobras.

O ⁠coordenador-geral da ⁠FUP, Deyvid Bacelar, afirmou que a greve garantiu ‘avanços significativos’ relacionados às principais reivindicações da categoria.

‘Sabemos que nós não conseguimos tudo aquilo que gostaríamos, mas agora é tempo de a categoria se reagrupar porque teremos negociações importantes em 2026, a respeito da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), do novo plano de cargos e salários e a negociação que será feita ‌sobre os PEDS (Planos de Equacionamento do Déficit)’, disse Bacelar, em nota.

A contraproposta da Petrobras trouxe avanços, ​com 83 mudanças redacionais ou novos benefícios, disse o ‌Sindipetro-NF.

‘A greve cumpriu o ​seu papel. ​Nós conseguimos, através dessa mobilização, reafirmar nossa independência política e sindical’, disse o coordenador-geral do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, em nota.

Na assembleia, porém, os petroleiros de Campos também aprovaram a manutenção do Estado de Assembleia Permanente ​e o Estado de Greve, com o objetivo de garantir que a Petrobras cumpra com compromissos, segundo afirmaram.

Procurada, a Petrobras confirmou a aprovação do Sindipetro-NF e afirmou que no decorrer desta terça-feira outras bases sindicais devem deliberar sobre o tema.

A petroleira voltou a afirmar ainda que as paralisações que tiveram início em 15 de dezembro não trouxeram impacto à produção, e o abastecimento ao mercado segue garantido, sem alterações. Segundo a empresa, equipes de contingência foram mobilizadas onde necessário.

BACIA DE SANTOS EM GREVE

Por outro lado, os quatro sindicatos que são filiados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) permanecem em greve. Dentre eles, o Sindicado dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), que representa trabalhadores da Bacia de Santos, onde está a maior parte da produção de petróleo e gás do Brasil.

Na véspera, a Petrobras informou à Reuters ⁠que interrompeu temporariamente a produção na plataforma P-69, no campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, ‌devido a um procedimento de rotina de ⁠segurança.

Sobre os sindicatos que ainda não aprovaram o acordo, a Petrobras afirmou que entrou com uma ação judicial (Dissídio Coletivo de Greve) no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que o órgão possa mediar a ‍situação.

Em decisão liminar, o TST determinou que 80% dos trabalhadores de cada unidade da Petrobras permaneçam em atividade e proibiu a obstrução ​de ‌acesso a áreas operacionais, portos e aeroportos, disse a empresa.

(Por Marta NogueiraEdição de Alexandre Caverni e Pedro Fonseca)

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