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Governistas tentam minimizar protesto violento do PSOL em Belém

por Da Redação
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COP 30

  • Por Guilherme Grandi

  • 13/11/2025 às 10:34

Manifestantes forçam entrada em área reservada a credenciados na COP 30. (Foto: André Coelho/EFE)

As ministras Sonia Guajajara (PSOL-MA), dos Povos Indígenas, e Marina Silva (Rede-AC), do Meio Ambiente, saíram em defesa do governo e minimizaram o protesto violento de integrantes do PSOL e movimentos indígenas realizado na terça (11) na sede da COP 30 em Belém. Um grupo de manifestantes invadiu a chamada “Zona Azul” do evento, no começo da noite, deixando um rastro de destruição de portas e equipamentos de raio-X e que deixou quatro seguranças feridos.

O PSOL faz parte da base governista e tem Guajajara e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como ministros – este último nomeado para a Secretaria-Geral da Presidência no final do mês passado. Mais ligada diretamente ao movimento indígena, a ministra criticou a atuação do grupo e do partido.

“Temos 400 indígenas credenciados aqui na Zona Azul, foi uma articulação com o movimento indígena do Brasil para indicar estes representantes e falar por todos os movimentos organizados. Portanto, nós falamos aqui pelo movimento organizado. Quem está desorganizado, a gente não representa, infelizmente”, afirmou nesta quarta (12).

Por outro lado, Boulos e o PSOL não se pronunciaram publicamente sobre a invasão à sede da COP 30. Após o protesto, a segurança no espaço foi reforçada.

Já Marina Silva afirmou que um grupo isolado de pessoas “criou uma situação que não é desejável” e que a COP é um espaço democrático, em que “a escuta pressupõe o cumprimento de regras da democracia”. “A ONU está tomando providências, que são responsáveis pela segurança, está vendo os protocolos de como fazer o reforço, sem que isso signifique inibir a participação da sociedade, que é muito bem-vinda”, afirmou a jornalistas.

O protesto do grupo de indígenas e do PSOL pedia a taxação de bilionários para financiar medidas de combate às mudanças climáticas, criticava a pesquisa para a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial, na costa do Amapá, entre outros.

O presidente da COP 30, embaixador André Corrêa do Lago, também minimizou a manifestação e afirmou que “é uma coisa que acontece em um país democrático como o Brasil”.

“Houve certo excesso, mas acredito que é uma coisa que entra em um contexto muito mais amplo. A gente não pode deixar de lembrar, como disseram muito bem as ministras Marina e Soninha que essa já é a COP mais inclusiva”, completou se dizendo favorável a mais debates.

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