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Integrantes do governo Lula avaliam que o ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi (PDT) cometeu alguns erros políticos na crise deflagrada após o Metrópoles revelar um esquema de fraudes no INSS.
Para ministros e assessores de Lula, o principal erro de Lupi teria sido defender, em diversas ocasiões, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto das acusações de envolvimento nas fraudes.
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Carlos Lupi
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Ex-presidente do INSS Instituto Nacional do Seguro Social Alessandro Stefanutto é ouvido pela CPMI que apura fraudes nos descontos previdenciários
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Ministro da Previdência Social, Carlos Lupi
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Para auxiliares de Lula, o ex-ministro da Previdência poderia ter evitado “bancar” Stefanutto — indicado por Lupi para a presidência do instituto —, especialmente durante a CPMI do INSS.
Em depoimento na comissão parlamentar de inquérito mista durante o mês de abril, o ex-ministro da Previdência disse que Stefanutto era um quadro completamente técnico.
“Eu nomeei o doutor Stefanutto. Por isso, eu assumo todos meus atos, ninguém indicou, eu escolhi porque vi nele um preparo inicial para que ele desempenhasse um bom trabalho na Previdência Social”, disse Lupi.
Na avaliação de aliados do chefe do Palácio do Planalto, com as falas, o ex-ministro da Previdência acabou deixando munição para a oposição atacar o próprio Lupi e o governo Lula.
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A operação
Ex-presidente do INSS durante a gestão Lula, Stefanutto foi preso na manhã da quinta-feira (13/11), na nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de fraudes no instituto.
Segundo a PF, Stefanutto recebia mesada de R$ 250 mil em propinas da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), por meio de empresas de fachada.
Entre essas empresas, estão uma imobiliária e até uma pizzaria. De acordo com as investigações da PF, Stefanutto teria o apelido de “italiano” em planilhas internas da entidade.
