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Ministros do governo Lula dizem, nos bastidores, ter estranhado o fato de o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto ter sido preso nesta quinta-feira (13/11) pela Polícia Federal, enquanto o ex-ministro José Carlos Oliveira continua solto.
Como a coluna noticiou mais cedo, a PF cumpriu apenas mandados de busca e apreensão e de instalação de tornozeleira eletrônica contra Oliveira, que comandou o Ministério da Previdência Social durante o governo Jair Bolsonaro.
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Ex-presidente do INSS Instituto Nacional do Seguro Social Alessandro Stefanutto é ouvido pela CPMI que apura fraudes nos descontos previdenciários
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FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiaFoto
Já Stefanutto foi um dos alvos de mandados de prisão cumpridos pela PF nesta quinta-feira, durante a nova fase da Operação “Sem Desconto”, que investiga um esquema de descontos ilegais em benefícios do instituto revelado pelo Metrópoles.
Para ministros de Lula ouvidos pela coluna sob reserva, a prisão de Stefanutto seria “contraditória”. Isso porque, na avaliação desses ministros, as investigações apontam que ex-ministro teria mais envolvimento com o esquema que o ex-presidente do INSS.
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“À primeira vista, parece muito contraditório que Stefanutto seja preso, e o José Carlos Oliveira, não. Na minha opinião, o José Carlos Oliveira é o artífice do esquema todo”, disse um auxiliar de Lula que acompanha o assunto.
Apesar do estranhamento, auxiliares do presidente Lula minimizam as consequências da prisão de Stefanutto. O argumento é de que, ainda que o tema volte a ganhar repercussão, o governo tem conseguido dar respostas ao caso ao ressarcir as vítimas e punir os responsáveis.
