Casa EconomiaGoverno veta parte da reforma do setor elétrico que geraria conta de R$ 7 bilhões aos consumidores

Governo veta parte da reforma do setor elétrico que geraria conta de R$ 7 bilhões aos consumidores

por Da Redação
0 comentários
governo-veta-parte-da-reforma-do-setor-eletrico-que-geraria-conta-de-r$-7-bilhoes-aos-consumidores

Conta de luz

  • Por Guilherme Grandi

  • 25/11/2025 às 12:55

Veto abrange dispositivos sobre o cálculo dos royalties do petróleo e a compensação a usinas por cortes na produção. (Foto: Sebastião Moreira/EFE)

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), no exercício da presidência durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à África, vetou trechos da medida provisória da reforma do setor elétrico que poderiam aumentar a conta de luz em cerca de R$ 7 bilhões. O veto abrange dispositivos sobre o cálculo dos royalties do petróleo e a compensação a usinas por cortes na produção (curtailment), e foi divulgado nesta terça (25) no Diário Oficial da União (DOU).

Os trechos haviam sido adiantados pelo ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, que já tinha confirmado que o governo vetaria. Entre eles estava a proposta de revisão do preço de referência do barril de petróleo para calcular os royalties.

“Nós resolvemos manter a firmeza e o pulso firme para que a Petrobras continue com seu papel e seu plano de investimentos”, afirmou o ministro em entrevista à TV Cultura para preservar projetos da estatal.

De acordo com a publicação no DOU, o dispositivo “contraria o interesse público ao redefinir a base de cálculo do preço de referência do petróleo, do gás natural e do condensado”, o que pode gerar insegurança jurídica e risco de judicialização, “bem como compromete investimentos de longo prazo em curso no setor de óleo e gás” (veja na íntegra).

Outra parte vetada previa o repasse do ressarcimento a usinas eólicas e solares prejudicadas pelo curtailment para a tarifa de energia. Esse repasse havia sido incluído de última hora pelo deputado Danilo Fortes (União-CE), mas foi rejeitado pelo governo, que temia o impacto no bolso do consumidor.

O curtailment ocorre quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determina cortes de geração em usinas para garantir a segurança da rede. As restrições podem vir por condições meteorológicas extremas ou problemas na capacidade de transmissão das linhas.

“Ao impor ressarcimentos retroativos a todos os eventos que deram causa aos cortes de geração, a medida elevaria, de forma significativa, as tarifas, afetando a modicidade tarifária. Ademais, o dispositivo estimularia a sobreoferta de energia, agravando o problema em tela, tanto pela ampliação dos cortes de energia como por seus consequentes ressarcimentos, gerando novas rodadas de impacto tarifário”, pontua o despacho.

A Abrace, associação de grandes consumidores de energia, afirmou que esse era o custo mais alto da medida provisória. A entidade estimou que o pagamento dos prejuízos entre setembro de 2023 e dezembro de 2025 poderia elevar em R$ 7 bilhões a conta de luz dos consumidores.

O governo já havia sinalizado a parlamentares ainda este mês que vetaria esse trecho. Em paralelo, manteve a regra que garante pagamento às usinas quando os cortes decorrem de problemas técnicos na rede.

Silveira também reafirmou que permaneceu na medida provisória o dispositivo que prorroga a compra de energia de usinas a carvão até 2040.

“Ainda precisamos dessas fontes energéticas para dar segurança ao sistema”, disse em entrevista à Folha de S. Paulo, emendando que se “chegou ao equilíbrio do setor elétrico” e o governo “conseguiu conter os avanços do custo de energia”.

Principais Manchetes

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um portal de notícias comprometido com a imparcialidade e a verdade. Nosso foco é levar informação clara e responsável sobre os principais acontecimentos do Mato Grosso e do Brasil, mantendo você sempre atualizado com a realidade dos fatos.

REDAÇÃO

noticias recentes

as mais lidas

Voz Popular © Todos direitos reservados