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Haddad nega rompimento do Congresso com o governo e diz que há apenas estremecimento momentâneo

por Da Redação
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Crise entre poderes

  • Por Guilherme Grandi

  • 26/11/2025 às 15:32

Ministro da Fazenda afirma que crises entre Legislativo e governo são normais, mas que “isso passa”. (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, negou nesta quarta (26) que haja algum atrito entre o Congresso e o governo, mesmo após os presidentes das duas casas legislativas terem rompido relações com os líderes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e imposto derrotas em votações recentes.

A crise está tão aprofundada que o comandante da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não participaram da cerimônia de sanção da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, mais cedo.

Haddad se tornou um dos articuladores do governo junto ao Congresso ao longo do governo, e afirmou que o que há, neste momento, é apenas um “estremecimento momentâneo”, mas que a cúpula do Legislativo não está rompida com Lula.

“Essas coisas acontecem. Se você recuperar o passado recente, desde o começo do governo, às vezes dá um estremecimento momentâneo em virtude de alguma disputa, alguma expectativa frustrada. O que é natural, mas eu tenho confiança de que isso passa”, afirmou o ministro em entrevista à GloboNews.

A crise entre o governo e o Congresso vem se aprofundando nas últimas semanas por dois motivos particulares: a crítica do Planalto à escolha do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto de lei de combate às facções criminosas, de autoria do Ministério da Justiça, na Câmara, e da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), a contragosto de Alcolumbre.

O presidente do Senado tinha preferência pelo antecessor Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e criticou que não foi oficialmente informado por Lula da escolha.

Desde então, os dois presidentes do Legislativo romperam relações com os líderes do PT e do governo nas duas casas: Lindbergh Farias (PT-RJ), na Câmara, e Jaques Wagner (PT-BA), no Senado, respectivamente.

Fernando Haddad minimizou a crise e se disse confiante de que o Congresso seguirá aprovando medidas econômicas do governo e defendeu a prerrogativa constitucional do presidente de indicar um nome para o STF.

“É natural que um presidente da República indique a pessoa que vai ser sabatinada. […] É um candidato natural pelo domínio que tem dos assuntos de Estado, o Messias tem sido extremamente diligente com as questões relativas ao Estado brasileiro em relação às questões fiscais, mantém com os 11 ministros do Supremo uma relação excepcional”, pontuou.

Também durante a cerimônia de sanção da isenção do IR, Haddad e Lula elogiaram o trabalho dos deputados e senadores. O ministro disse que Motta e Alcolumbre foram “diligentes” na aprovação do projeto.

“Cumprimentar os deputados e senadores que tiveram a sensibilidade de fazer com que o país pudesse continuar acreditando na politica, na democracia, de que é possível a gente viver democraticamente na diversidade”, completou Lula.

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