O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (9) que os ataques americanos causaram “danos sérios” às forças militares do Irã e disse esperar que o conflito termine antes do prazo inicial de quatro semanas estabelecido por ele. O presidente, no entanto, ainda não definiu o que considera uma vitória na guerra.
Enquanto Washington aponta como objetivo principal destruir o programa nuclear e as capacidades de mísseis iranianas, Trump afirmou que o conflito só terminará com um governo iraniano “complacente”.
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Do lado de Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o objetivo da guerra é derrubar o sistema de governo clerical do Irã. Em comunicado divulgado nesta terça-feira, Netanyahu disse que Israel busca que o povo iraniano “se liberte do jugo da tirania”.
Segundo o embaixador do Irã na ONU, mais de 1.300 civis iranianos morreram e milhares ficaram feridos desde o início dos ataques aéreos e de mísseis realizados por Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro.
Risco de choque no petróleo
Trump também elevou o tom ao advertir que os ataques americanos podem aumentar significativamente caso o Irã tente bloquear o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo.
“Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo pelo estreito, será atingido vinte vezes mais forte”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.
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Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que não permitirá a saída de petróleo da região caso os ataques continuem. Um porta-voz do grupo disse à mídia estatal que o próprio Irã determinará o fim da guerra e classificou as declarações de Trump como “absurdas”.
A tensão no estreito já afeta a logística global. O conflito praticamente interrompeu a navegação na rota por mais de uma semana, deixando petroleiros parados e levando produtores a suspender temporariamente a extração diante do limite de capacidade de armazenamento.
A petroleira estatal saudita Saudi Aramco alertou nesta terça-feira que a continuidade das interrupções no transporte marítimo pode ter “consequências catastróficas” para o mercado global de petróleo.
Volatilidade nos mercados
A escalada militar elevou fortemente os preços do petróleo no início da semana. Os contratos do Brent chegaram a subir até 29% na segunda-feira, atingindo o maior nível desde 2022. No dia seguinte, porém, recuaram mais de 10%.
A volatilidade foi alimentada por declarações de Trump sugerindo um possível fim rápido para o conflito e também pela possibilidade de flexibilização de sanções relacionadas ao petróleo russo.
Após conversar com o presidente russo, Vladimir Putin, Trump disse que os Estados Unidos podem suspender sanções ligadas ao petróleo para “alguns países” a fim de aliviar a escassez de oferta. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a medida poderia incluir uma flexibilização adicional nas restrições ao petróleo russo — o que poderia dificultar os esforços para pressionar Moscou por causa da guerra na Ucrânia.
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Outras opções em discussão incluem a liberação de petróleo das reservas estratégicas dos Estados Unidos ou a restrição das exportações americanas.
(Com informações da Reuters)
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