Casa PoliticaLíder do PT quer mudar regra para antecipar cassação de Eduardo Bolsonaro por faltas

Líder do PT quer mudar regra para antecipar cassação de Eduardo Bolsonaro por faltas

por Da Redação
0 comentários
lider-do-pt-quer-mudar-regra-para-antecipar-cassacao-de-eduardo-bolsonaro-por-faltas

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), protocolou um projeto de resolução para tentar antecipar a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro por excesso de faltas, algo que, pelas regras atuais, só deve ocorrer a partir de março do ano que vem.

Atualmente, o filho 03 de Jair Bolsonaro (PL) já acumulou cerca de 70% de faltas. A Constituição prevê a perda de mandato do parlamentar que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial.

O ato da Mesa 19/2017, que trata da contabilização de faltas para cumprimento da regra constitucional, estabelece que a Mesa da Câmara analisará a partir de 5 de março de cada ano relatório de frequência elaborado pela área técnica com a assiduidade dos deputados no ano anterior.

O projeto de Lindbergh determina que a aferição da assiduidade parlamentar será realizada de forma contínua e cumulativa durante a sessão legislativa, com base nos registros eletrônicos de presença às sessões deliberativas.

Segundo o texto, a SGM (Secretaria-Geral da Mesa) vai elaborar relatórios mensais de acompanhamento da frequência parlamentar, com base nos dados do site da Câmara dos Deputados. Isso serviria para alertar a Presidência sobre eventuais riscos de descumprimento do limite constitucional de faltas.

O relatório final seria publicado pela SGM no dia 5 de dezembro e teria a indicação dos parlamentares que ultrapassaram o limite de um terço de ausências não justificadas. O documento seria encaminhado à Presidência da Câmara para que seja instaurado, de ofício, o procedimento de declaração de perda de mandato.

Além disso, o projeto afirma que se for verificada, em qualquer momento da sessão legislativa, a inassuidade consumada, ou seja, a impossibilidade matemática de reversão do limite constitucional de faltas, a Presidência também deverá abrir processo para perda do mandato de forma imediata.

Lindbergh Farias afirma que a medida reforça a moralidade administrativa, a transparência e o uso responsável de recursos públicos. “A Constituição é clara: assiduidade é dever e sua violação acarreta perda de mandato. Não cabe à Câmara flexibilizar isso. Nosso projeto garante que o Parlamento seja exemplo de respeito às regras, fortalecimento institucional e compromisso com o serviço público”, diz.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

você pode gostar

SAIBA QUEM SOMOS

Somos um portal de notícias comprometido com a imparcialidade e a verdade. Nosso foco é levar informação clara e responsável sobre os principais acontecimentos do Mato Grosso e do Brasil, mantendo você sempre atualizado com a realidade dos fatos.

REDAÇÃO

noticias recentes

as mais lidas

Voz Popular © Todos direitos reservados