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Preparação para a guerra?
Por John Lucas
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14/11/2025 às 16:43
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. (Foto: Shawn Thew/EFE/Rayner Pena R/ARQUIVO)
O regime do ditador Nicolás Maduro na Venezuela decidiu começar a armar nesta semana integrantes civis da Milícia Bolivariana em todos os 29 municípios do estado de Táchira, região fronteiriça com a Colômbia, ao mesmo tempo em que os Estados Unidos reforçam sua presença militar na América Latina sob a chamada Operação Southern Spear (Lança do Sul).
A medida, anunciada pelo general Michell Leonardo Valladares Molina, chefe da Zona Operativa de Defesa Integral (ZODI) de Táchira, ocorre em meio à crescente tensão entre Caracas e Washington, e após a chegada no Caribe do porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo.
De acordo com o Infobae, Valladares Molina declarou que a distribuição de armamento tem como objetivo “a defesa territorial”, envolvendo não apenas militares, mas também os civis organizados sob o “poder popular”. Segundo o general, o estado de Táchira conta com cerca de 13 mil combatentes das Forças Armadas, da Milícia Bolivariana e de órgãos de segurança.
Ainda conforme o veículo, o general afirmou que “todos os municípios do estado Táchira contam com suas armas para a defesa do território” venezuelano.
Autoridades do regime de Maduro alegam que a medida visa proteger o país diante das “ameaças externas”, enquanto a presença americana no Caribe cresce. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em post no X nesta quinta-feira (13) que a Operação Lança do Sul, que será conduzida pelo Comando Sul americano, busca “defender a pátria, eliminar os narcoterroristas do hemisfério e proteger o povo americano das drogas que o estão matando”.
Washington argumenta que a operação é parte de sua campanha militar regional em curso contra o narcotráfico, mas a ditadura venezuelana vê o movimento como uma tentativa de “mudança de regime”. Segundo a agência EFE, Maduro acusou os EUA nesta quinta-feira de “ameaçar a soberania venezuelana” e ordenou o juramento de lealdade da juventude chavista, pedindo que “dê a vida pela defesa da pátria”.
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