Casa BrasilMais um passo no caminho da justiça tributária, por Reginaldo Lopes

Mais um passo no caminho da justiça tributária, por Reginaldo Lopes

Isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 faz o Brasil menos desigual

por Da Redação
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O Brasil pode dar mais um importante passo no caminho que vem trilhando para construção de justiça tributária. Ao que tudo indica, nesta quarta-feira (1º/10) será votado na Câmara dos Deputados o PL 1.087/2025, que isenta do Imposto de Renda (IR) as pessoas que recebem até R$ 5.000 por mês, além de reduzir as alíquotas dos que têm renda de até R$ 7.350.

A proposta, de autoria do governo federal e sob a relatoria do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), prevê como compensação a taxação de até 10% para rendimentos anuais entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão. A medida contribui para a recomposição da renda das pessoas isentas, que têm menores salários, possibilita a melhoria do poder de compra das famílias e colabora para dinamizar a economia, com potencial de geração de renda e emprego.

Desde que chegou à Câmara dos Deputados, o projeto foi amplamente debatido entre os líderes partidários e as bancadas, para criar as condições para sua aprovação. Porém, na semana passada, uma chantagem indecorosa foi ventilada pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que sugeriu condicionar a aprovação da isenção à anistia aos golpistas, colocando na frente o projeto que relata e que quer reduzir penas estipuladas pelo Supremo Tribunal Federal aos criminosos que atentaram contra nossa democracia. Sua ameaça foi amplamente repudiada, mostrando que a sociedade não aceita a descabida moeda de troca.

Ao conduzir a alteração na tributação da renda, o governo federal cumpre mais uma etapa na busca da justiça fiscal. Mesmo que de forma ainda limitada, completa o avanço histórico realizado na consecução da reforma que atenuou a regressividade sobre o consumo.

A reforma que já concluímos vai dar à economia brasileira eficiência produtiva, garantir mais transparência e competitividade, gerar emprego e renda, zerar os impostos da alimentação e introduzir o sistema de cashback, devolvendo aos mais pobres os impostos pagos em produtos e serviços essenciais. A renda das famílias vai crescer acima de 17%. O PIB vai aumentar de 12% a 20% em dez anos graças à economia com tributos.

Tão importante quanto os ganhos econômicos é a consciência tributária que estamos construindo no país. Nesta terça-feira (30/9), movimentos sociais do Brasil inteiro vão se reunir na frente do Congresso Nacional para pressionar os parlamentares a aprovar o PL da isenção do Imposto de Renda. Atividades já acontecem em Brasília desde a semana passada, coordenadas por movimentos como o combativo Coletivo Alvorada, da nossa Minas Gerais. As mobilizações são uma evidência também de que a esquerda retoma com força sua presença nas ruas.

A política desenvolvida pelo governo Lula mostra que o combate à pobreza e à desigualdade, combinado com uma política que privilegia os mais pobres e incentiva investimentos, gera um efeito macroeconômico positivo que repercute em toda a cadeia produtiva. Tão importante quanto colocar os pobres no Orçamento é retirá-los do sistema tributário regressivo atual.

A conclusão da reforma do consumo e a efetivação da reforma sobre a renda na segunda etapa são cruciais para garantir que o Brasil se torne um país menos desigual e mais justo.

Regilando Lopes é deputado federal pelo PT

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