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A megaoperação policial que deixou mais de 100 mortos no Rio de Janeiro ajudou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a escapar da pressão bolsonarista pela votação da anistia ao 8 de Janeiro.
Na semana passada, como noticiou a coluna, as lideranças bolsonaristas haviam prometido intensificar a pressão junto a Motta para que o projeto fosse votado no plenário da Casa o mais rápido possível.
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Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) em evento em Recife (PE)
Crédito: Rafael Vieira/DP
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Sóstenes Cavalcante
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fot
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Rio aumenta efetivo de policiamento após dia de megaoperação policial
Divulgação/PMERJ
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Operação contra traficantes do CV no Complexo da Penha deixou 64 mortos
Reprodução / Redes sociais
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Megaoperação no Rio de Janeiro
RS/Fotos Públicas
O plano era cobrar o presidente da Câmara na reunião de líderes da quinta-feira (30/10). Principal defensor da anistia, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), acabou não participando do encontro por causa da operação.
Sóstenes não compareceu à reunião porque viajou ao Rio, junto a outros membros da Comissão de Segurança Pública da Câmara, para se reunir com integrantes da área de Secretaria de Segurança do governo Cláudio Castro.
Com isso, o PL foi representado na reunião de líderes pelo deputado Alberto Fraga (PL-DF). Já o deputado federal Coronel Meira (PL-PE) representou a oposição no encontro comandado por Motta.
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Segundo relatos, tanto Fraga quanto Meira pediram a votação da anistia. Em resposta, Motta disse apenas que a pauta iria avançar e que procuraria Sóstenes para discutir os próximos passos do projeto.
Até o momento, não há sequer um texto oficial apresentado pelo relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que prefere chamar o projeto de “PL da Dosimetria” das penas.
