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Meu trabalho foi auditar, não atacar, diz engenheiro condenado pelo STF

por Da Redação
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Presidente do Instituto Voto Legal, o engenheiro Carlos Cesar Rocha afirmou que faz um trabalho técnico cuja natureza “tem sido frequentemente incompreendida”, em mensagens enviadas à coluna durante o julgamento na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) que formou maioria para condená-lo.

Rocha foi considerado responsável por produzir um “relatório técnico maliciosamente manipulado” para o Partido Liberal. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirma que o engenheiro fraudou o documento técnico para viabilizar uma representação eleitoral do PL para pedir a anulação de votos e declarar a vitória do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022.

Rocha rebate as acusações e diz que auditar não é atacar. “Uma auditoria é uma verificação independente destinada a fortalecer sistemas e processos”, afirma.

Ele faz uma analogia com o check-up anual sugerido por médicos. “Quando o exame revela um indício de anomalia, o médico não acusa o paciente. Ao contrário, oferece informação qualificada para que o problema seja tratado e corrigido”, argumenta.

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“Da mesma forma, os relatórios do IVL [Instituto Voto Legal] foram entregues como contribuição construtiva, fornecendo subsídios técnicos para o aprimoramento contínuo do sistema eleitoral brasileiro, e não como juízo político ou contestação da legitimidade da Justiça Eleitoral.”

Ele também voltou a questionar o fato de ter sido condenado, enquanto o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, não foi denunciado. “Por que o presidente do PL que organizou a coletiva e questionou as eleições no TSE não foi acusado?”, contestou. As declarações foram dadas antes de o STF decidir reabrir a investigação contra Valdemar pela suposta participação na trama golpista. A reabertura do inquérito foi definida pela maioria dos ministros do colegiado, derrotada a posição defendida pelo ministro Luiz Fux.

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