A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, de contestar o laudo que aponta Alzheimer do general golpista Augusto Heleno, na prática, questiona a autoridade do médico de diagnosticar um paciente.
Se os peritos da Polícia Federal entenderem que o general golpista não tem a doença, seus médicos e advogados serão acusados de prestarem informação falsa ao Judiciário? Vamos ter uma guerra de laudos médicos? Quem irá se responsabilizar pelo diagnóstico?
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O presidente Jair Bolsonaro e o general Augusto Heleno
Andre Borges/Esp. Metrópoles
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Hugo Barreto/Metrópoles
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Jair Bolsonaro conversa com o Ministro Milton Ribeiro e General Heleno do GSI
Rafaela Felicciano/Metrópoles
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O general ainda disse que se entristece com brasileiros que se “aliam” a estrangeiros que “jamais pisaram na Amazônia”
Rafaela Felicciano/Metrópoles
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General Heleno é o ministro mais idoso do governo
Vinícius Santa Rosa/Metrópoles
Moraes justifica contradição sobre quando a doença foi descoberta. Mas a sua decisão vai além e “exige, inicialmente, a efetiva comprovação do diagnóstico de demência mista [Alzheimer e vascular]”. O médico Moraes lista, inclusive, os exames que devem ser feitos. Entre eles, de sangue, ressonância magnética e tomografia.
No caso do episódio em que Jair Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica, o ministro não aceitou a explicação de que ele tomou um medicamento que lhe causou um surto.
Não há registro de que os peritos da PF foram convocados a dar um parecer sobre a versão que, se comprovada, poderia ter evitado o regime fechado antes do tempo.
