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Morre José Álvaro Moisés, cientista político e fundador do PT, aos 81 anos

por Da Redação
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José Álvaro Moisés, professor titular de Ciência Política da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP (Universidade de São Paulo), morreu nesta sexta-feira (13), aos 81 anos.

O cientista político foi um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores), partido do qual tornou-se crítico nos últimos anos.

José Álvaro se afogou, por volta de 17h40, na praia de Itamambuca, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

Segundo o Grupo de Bombeiros Marítimos, ele foi encontrado inconsciente, na faixa de areia.

As equipes fizeram manobras de reanimação cardiopulmonar ainda na praia, até a chegada da equipe médica. Mesmo após a continuidade dos procedimentos avançados de reanimação, ele não resistiu. A morte foi constatada ainda no local pela equipe de saúde.

O velório de Moisés será realizado no domingo (15) das 8h às 11h no salão nobre do prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP, na rua do Lago 717, Cidade Universitária, São Paulo.

Recentemente Moisés atuava no Direitos Já! Fórum Pela Democracia e realizava articulações para a criação de uma frente democrática nas próximas eleições para o Senado, segundo Fernando Guimarães, coordenador do grupo.

“Ele estava envolvido na busca de um diálogo com os partidos para que a gente possa ter não mais do que dois candidatos do campo democrático por estado, para que a gente tenha condições de enfrentar com racionalidade a extrema direita e conseguir garantir uma maioria comprometida com o estado democrático de direito no Senado Federal”, disse Guimarães.

A ABCP (Associação Brasileira de Ciência Política) lamentou a morte e afirmou que José Álvaro foi uma das principais referências da Ciência Política brasileira, com contribuições fundamentais para os estudos sobre democracia, instituições políticas, cultura política e qualidade da democracia.

“Sua trajetória acadêmica, marcada pelo rigor intelectual e pelo compromisso com a vida pública, deixa um legado incontornável para a área e para gerações de pesquisadoras e pesquisadores. Neste momento de tristeza, a ABCP manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos(as), colegas e estudantes”, traz trecho da nota.

A professora emérita da FFLCH da USP e colunista da Folha Maria Hermínia Tavares lembrou que Moisés teve atuações destacadas nos campos acadêmico e público.

“Ele teve um um engajamento acadêmico importante, que não era um engajamento só em pesquisa, mas era em construção institucional também, organizou o departamento de ciência política [da USP]. E teve engajamento público significativo, chegou a ocupar um posto no governo Fernando Henrique, no Ministério da Cultura”.

Para o cientista político Sergio Fausto, diretor-executivo da Fundação FHC, é ” importante destacar, em especial, o fato de que ele, junto com [Francisco] Weffort, esteve entre os intelectuais de esquerda, originalmente ligados ao PT, que mais contribuíram para dar valor à democracia como uma conquista civilizatória”.

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