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Tensão
Por Vinicius Macia
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21/11/2025 às 11:01
Ministro da Fazenda Fernando Haddad e presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou, nesta sexta-feira (21), um vídeo em que afirma que “há muita gente tentando distorcer os avanços do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado”, e que “tem muita narrativa falsa” sobre o tema. Ele questiona: “Por que alguém teria interesse em enfraquecer uma legislação que endurece contra criminosos?”
Como embasamento, o vídeo conta com o trecho de uma fala do ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) Rodrigo Pimentel. No trecho, ele cita nominalmente o ministro da Fazenda Fernando Haddad: “Eu observei hoje uma crítica do ministro Haddad, em que ele diz que esse PL enfraquece a Polícia Federal no trecho que define o destino dos bens confiscados pela Polícia. Existe um Fundo Nacional de Segurança Pública no Brasil. Esse fundo é composto por dinheiro das loterias, também por emendas parlamentares e por dinheiro da União. Mais ou menos 4% desse fundo, em torno de R$ 100 milhões, é dinheiro de bens apreendidos de traficantes. Então não é verdade o que diz o ministro Haddad.”
Com essas informações, Motta alega que “tudo o que é da PF continua sendo da PF”, ressaltando que “é justo” que haja uma divisão do fundo que, além disso, conta com baixa participação da Polícia Federal.
Motta fala em “tempestade em copo d’água”
Após a fala de Pimentel, Motta diz que “tem muita tempestade em copo d’água”, e detalha pontos fortes do projeto aprovado: “endurecimento de penas, envio de chefes das facções para presídios federais, sem mais precisar de autorização, a punição para o crime de domínio de territórios, punição para o crime de barricadas, acabar com o auxílio-reclusão para faccionados e atemos àquilo que a sociedade esperava.”
Motta conclui seu vídeo dizendo que “o Brasil pediu firmeza e a Câmara dos Deputados entregou.”
O PL antifacção foi aprovado por 370 votos favoráveis e 110 votos contrários. Agora no Senado, a sexta versão da proposta do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) recebe a relatoria de Alessandro Vieira (MDB-SE).
Logo no dia seguinte à aprovação, Motta deu uma entrevista à Jovem Pan News, classificando a postura do governo, contrária ao PL, como um erro, e dizendo que a bancada na Câmara deve explicações à sociedade brasileira.
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