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Motta elogia conversa entre Lula e Trump

por Da Redação
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Diplomacia

  • Por Camila Abrão

  • Por Roberta Ribeiro

  • 06/10/2025 às 16:57

Após conversa entre Lula e Trump, Motta afirmou que “o diálogo e a diplomacia estão prevalecendo entre Brasil e EUA”. (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou nesta segunda-feira (6) a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois mandatários conversaram por telefone sobre o tarifaço e sanções a autoridades brasileiras.

“Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia estão prevalecendo entre Brasil e EUA. Quando o respeito e a conversa franca guiam nossas relações, todos saem ganhando. A Câmara segue atenta e pronta para trabalhar pelos interesses nacionais”, disse Motta.

Lula e Trump se encontraram pessoalmente pela primeira vez durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU). O encontro foi breve e o republicano destacou que houve uma “química” entre eles. Nesta segunda, os dois tiveram uma conversa “positiva”, via videoconferência, por cerca de 30 minutos, segundo o Palácio do Planalto.

Mais cedo, Motta reforçou o recado ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de que não poderá continuar exercendo o mandato nos Estados Unidos. Desde março, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) articula sanções contra autoridades brasileiras para pressionar pela aprovação da anistia “ampla, geral e irrestrita”.

No mês passado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou a atuação de Eduardo no exterior. “Não dá para eu ver todos os dias, e é a primeira vez que vou falar disso e terei que falar toda semana, um deputado federal do Brasil, eleito pelo povo de São Paulo, lá nos Estados Unidos instigando um país contra o meu país. Não dá para aceitar todas essas agressões calado”, disse o senador no dia 17 de setembro.

Desde abril, o Brasil era taxado em 10% pelos Estados Unidos. A tarifa de 50% entrou em vigor em agosto após uma série de críticas de Trump ao julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) e as decisões do ministro Alexandre de Moraes contra big techs.

Em meio ao embate, Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, foram incluídos na Lei Magnitsky e diversas autoridades brasileiras, assessores e ex-auxiliares tiveram os vistos cancelados.

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