A vereadora Maysa Leão virou especialista em teatro político. Na tribuna, faz cara de brava, voz embargada e discurso inflamado contra o “reino do prefeito Abílio Brunini” — diz que fiscaliza, cobra cronogramas e promete dignidade ao povo . Mas, na prática, quando chega a hora do voto, entrega tudo que o prefeito quer.
O estilo é manjado: grita para esconder o aplauso, finge independência para justificar a submissão. Nas votações que afetam diretamente os servidores da saúde, por exemplo, Maysa ficou em silêncio — a “fiscalizadora indignada” deu lugar à aliada conveniente. É o clássico oportunismo de quem tenta enganar o eleitor com performance de tribuna, mas resolve tudo com o dedo no botão do “sim”.
Maysa, que já coleciona três eleições e duas derrotas, parece mais preocupada com a disputa de 2026 do que com o eleitor de 2024 que acreditou em sua promessa de renovação. No fundo, a vereadora zangada que fala não é a mesma que vota — e é essa que vota que mostra de que lado ela realmente está.
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